FAB apoia a EMBRAER em mostra da aeronave A-29 Super Tucano para a USAF
Foi realizada na Base Aérea de Kirtland, Novo México, no período de 25 a 28 de janeiro, a LASSD (Light Air Support System Demonstration) da aeronave A-29 Super-Tucano para a USAF.
Trata-se de uma concorrência aberta pelo governo norteamericano para a compra de aeronaves de caça leves para incorporação ao acervo da Força Aérea. A FAB apoiou a EMBRAER no evento com uma aeronave A-29 FAB 5951 do 3°/3° GAV, Esquadrão Flecha, e uma aeronave C-130 FAB 2475 do 1° GTT, além de mecânicos e equipe mista de pilotos dos três esquadrões de A-29 subordinados à III FAE.
A saída do Brasil foi no dia 21 de janeiro, da Base Aérea de Boa Vista, tendo sido percorridos mais de 6.800 milhas náuticas (ida e volta) em uma aeronave monomotor.
Para tal feito, por exemplo, houve a necessidade de pousos técnicos intermediários no deslocamento de ida em: Piarco (Trinidade e Tobago), Santo Domingo (República Dominicana) e Fort Lauderdale (Estados Unidos). No dia seguinte, as aeronaves seguiram voo para Nova Orleans (Luisiana), San Antonio (Texas) e, finalmente, Albuquerque (Novo México).
O empenho no planejamento e execução da missão, bem como o alto nível de profissionalismo e entrosamento dos esquadrões da FAB contribuíram sobremaneira para o notório sucesso da apresentação realizada, em conjunto com a EMBRAER, em território estrangeiro.
Primeiro satelite brasileiro completa 18 anos de atividade
Ao completar 18 anos em órbita hoje, 9 de fevereiro, o SCD-1 terá dado 94.994 voltas ao redor da Terra.
Primeiro satélite desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o SCD-1 se mantém operacional e retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.
O lançamento do SCD-1 pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993, foi o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).
O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.
Este sistema fornece dados para instituições governamentais e do setor privado, que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.
Sistema Nacional de Dados Ambientais
O satélite capta os sinais das plataformas de coleta de dados, instaladas por todo o território nacional, e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe, em Cuiabá (MT).
Depois os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste, o centro regional do Instituto localizado em Natal (RN), onde são processados e distribuídos aos usuários.
Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998. A modernização e revitalização do sistema SCD é uma das prioridades de desenvolvimento e atuação do Inpe, principalmente para atender à demanda de alerta de desastres naturais.
Satélite SCD-1
O SCD-1 é um satélite de coleta de dados com 1 metro de diâmetro e 1,45 metro altura, pesando 115 quilogramas.
Seus instrumentos consomem 110 watts de energia, fornecidos por um painel solar.
O SCD-1 circula em volta da Terra seguindo uma órbita circular de 750 km de altitude, com 25 graus de inclinação.
Infantaria da Aeronautica embarca hoje para o Haiti

Uma tropa de Infantaria da Aeronáutica embarca nesta quarta-feira (9/2), às 14 horas (Horário de Brasília), rumo ao Haiti. Os 27 militares do pelotão vão integrar a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH).
Esta é a primeira vez que uma tropa de infantaria da Aeronáutica integra uma missão de paz no exterior. Dos 27 militares selecionados para a viagem ao Haiti, 23 pertencem ao Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF) e outros quatro são de unidades das Bases Aéreas de Natal, Fortaleza e Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.
“É uma experiência importantíssima para o Batalhão de Infantaria de Recife, para a Infantaria da Aeronáutica, porque os conhecimentos adquiridos serão disseminados para outras unidades”, afirma o Major-Brigadeiro-do-Ar Hélio Paes de Barros Júnior, comandante do Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR), sediado em Recife (PE).
Voluntários
O pré-requisito para a seleção dos militares foi o voluntarismo. “Essa missão chegou para nós por volta de fevereiro de 2010 e o critério era ser voluntário. Tão logo soube, candidatei-me, pois já tinha um interesse muito grande em participar de uma missão dessa natureza”, ressalta o Sargento Robson Martins Reis.
O pelotão de Infantaria da Aeronáutica é bem eclético, mesclando juventude e experiência. Auxiliar a manter o equilíbrio dessa tropa será um dos papéis do Sargento Carlos José Ferreira Amigo. “Há desde jovens soldados de 20 anos até militares experientes com 43 anos de idade. A equalização dessas diferenças será fundamental para o bom desempenho do batalhão na missão”, ressalta o Sargento Amigo.
Entre os militares mais jovens, a oportunidade de fazer parte dessa missão histórica não se restringe apenas ao aprendizado profissional, mas constitui-se em uma forma de evolução pessoal. “Certamente vou crescer muito como pessoa. Às vezes não nos sensibilizamos com as pequenas coisas, reclamando de um tipo de comida ou da água que não está gelada. Sem dúvida, essa missão no Haiti vai ser uma grande experiência de vida”, observa o Soldado Claudemir Gomes Durval Júnior.

Empresa da alemanha,TKMS, oferece ao Brasil proposta militar naval
A
empresa Blohm + Voss Naval GmbH, do grupo alemão ThyssenKrupp Marine
Systems AG (TKMS), apresentou à Marinha do Brasil (MB) uma ampla
proposta composta por três tipos de navios de superfície para o PROgrama
de Obtenção de Meios de SUPERfície (PROSUPER), integrante do Programa
de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB).
Este
programa prevê a aquisição de 05 navios de patrulha oceânica de 1.800
toneladas (NpaOc) , 05 fragatas multimissão, ou navio escolta, de 6.000
toneladas e ainda um navio de apoio logístico (NapLog) . Todos serão
provavelmente construídos totalmente ou em parte no Brasil, segundo os
requisitos técnicos da MB.
A
TKMS é constituída por diversas empresas de construção naval,
nomeadamente a Blohm + Voss Naval GmbH, Blohm + Voss Naval Repair GmbH,
Blohm + Voss Industries, Kockums AB, da Suécia, TKMS Blohm + Voss
Nordseewerke, a grega Hellenic Shuipyards SA e ainda pelo famoso
estaleiro de desenvolvimento e construção de submarinos,
Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW).
O
grupo tinha anteriormente participado na licitação PROgrama de
desenvolvimento de SUBmarinos (PROSUB), de aquisição de submarinos de
propulsão convencional e nuclear, com o modelo U-214 perdendo para a francesa DCNS.
Da
proposta alemã entregue à MB, em outubro de 2010, constaram o navio de
patrulha NPa 1800, a fragata F-124 e o navio de apoio logístico da
Classe Berlin. O NPa 1800 possui características muito semelhantes ao modelo MEKO 100, da Classe Kedah, adquirido pela Malásia para equipar a sua Marinha Real (Tentera Laut DiRaja Malaysia), as F-171 KD Kedah, F-172 KD Pahang, F-173 KD Perak, F-174 KD Terengganu, F-175 KD Kelantan e F-176 KD Selangor. Os seis navios, de 1.650 toneladas, são operados pelo SKN 17 PV.
A fragata F-124 tem três unidades em serviço na Marinha Germânica (Deutsche Marine), onde é designada por Classe Sachsen e inclui as F-219 Sachsen, F-220 Hamburg e F-221 Hessen.
O
modelo oferecido ao Brasil possui diversos melhoramentos quando
comparado com o alemão e será adaptado às especificações da MB. A
fragata será capaz de receber o sistema de processamento tático SICONTA
(SIstema de CONtrole TÁtico) e o sistema de combate, desenvolvidos pela
Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON).
Também designado de Einsatzgruppenversorger (EGV),
o navio de apoio logístico do tipo 702 da Classe Berlin, de 20.240
toneladas, teve dois exemplares adquiridos do estaleiro Flensburger
Schiffbau GmbH & Co. KG, que o designa comercialmente de Task Force Supply Vessel (TFSV). Na Marinha Alemã, os navios são classificados como A-1411 FGS Berlin e A-1412 FGS Frankfurt am Main. Futuramente será incorporada uma terceira unidade, o A-1413 FGS Bonn.

Apesar
de ser um navio puramente de apoio logístico, encontra-se dotados com
quatro estações navais remotamente controladas Rheinmetall Waffe
Munition GmbH MLG-27. O convés de voo permite receber dois helicópteros
médios do tipo Sea King Mk 41. O EGV tem ainda a particularidade de
permitir a instalação de um módulo de apoio sanitário MERZ (Marineeinsatzrettungszentrum) que inclui 26 conteineres do tipo ISO, para diversas especialidades médicas.
Durante
a LAAD Defence & Security 2011, evento que terá lugar no Rio de
Janeiro de 12 a 15 de Abril, a empresa promoverá os navios propostos à
MB.
O
grupo industrial ThyssenKrupp AG possui diversos investimentos no
território brasileiro, incluindo a implementação de uma unidade fabril
destinada a produzir aço, localizada no Estado do Rio de Janeiro, um
investimento de 5.2 bilhões de euros.
Para
o PROSUPER, a empresa alemã aliou-se à Engevix Engenharia SA,
especializada em soluções de engenharia e infraestruturas. Para isso foi
assinado um memorando de entendimento estratégico. Em 2010, a Engevix
tornou-se a proprietária do Estaleiro Rio Grande (ERG) e, no mesmo ano,
recebeu uma encomenda da Petrobras para a construção de oito cascos FPSO
(Floating Production, Storage and Offloading) por um valor de US$ 3,5 bilhões.
Caso
a proposta da TKMS seja a escolhida, empresas locais terão papéis
importantes nos diferentes projetos e em diversas áreas que poderão
incluir o desenvolvimento de serviços de treinamento e formação,
integração de sistemas, fabricação de componentes, manutenção e
posterior atualização e modernização.
Sob
um contrato de transferência de tecnologia, foram construídas quatro
unidades na Malásia pela Boustead Naval Shipyard Sdn Bhd. A duas
primeiras unidades foram produzidas em conjunto por alemães e malaios.
Caso
a proposta da TKMS seja a escolhida, empresas locais terão papéis
importantes nos diferentes projetos e em diversas áreas que poderão
incluir o desenvolvimento de serviços de treinamento e formação,
integração de sistemas, fabricação de componentes, manutenção e
posterior atualização e modernização.
Uma
dessas será a Atech que, em relação a este e também em outros projetos
ligados à defesa e segurança, celebrou diversos memorandos de entendido
ou MoU (Memorandum of Understanding) com empresas do setor como a BAE Systems, TKMS, SAAB, Lockheed-Martin e Thales.

Dentre
o portfólio da altamente capacitada empresa brasileira, destacam-se o
SDS, um simulador didático do sistema de combate SICOMFRAG das fragatas Niterói,
desenvolvido em parceria com o Centro de Instrução Almirante Wandekolk
(CIAW), para a simulação de avarias nas interfaces do sistema de combate
com o sistema táctico SICONTA Mk.2. Junto com o Instituto de Pesquisas
da Marinha, a empresa desenvolveu o SDAC-SUB, um sistema que permite o
acompanhamento e classificação de contatos submersos. No PROSUB, e com
transferência de tecnologia da DCNS, a Atech será responsável pelas
futuras atualizações do sistema de combate SUBTICS (Submarine Tactical Integrated Combat System)
de 3º geração que será instalado nos cinco submarinos brasileiros. A
gestão completar e de engenharia do projeto MANSUP (Míssil Anti-Navio de
SUPerfície) também é de responsabilidade da empresa.
Outro
caso é o da Avibras Indústria Aerospacial SA, que procura diversificar a
sua atividade e alargar a sua gama de soluções. Participa do MANSUP,
que prevê o desenvolvimento de um míssil naval superfície-superficie com
características próximas do MM-40 Exocet, e conduz ainda a
remotorização dos mísseis superfície-superfície MM-40 Exocet Block 1 da
MB.
Dilma promete anunciar ate julho novo aviao da FAB
A presidente Dilma Rousseff está disposta a anunciar a decisão do
governo na escolha F-X2 - para o reequipamento da aviação de caça - até
julho. O negócio envolve um lote de 36 aeronaves e é avaliado em US$ 6
bilhões.
O processo está sendo minuciosamente analisado no Palácio do
Planalto. A presidente faz suas próprias anotações e levanta dúvidas.
Dilma leu relatórios e ouviu especialistas. Ela sabe que o F/A-18 Super
Hornet, da americana Boeing, é considerado a melhor máquina de guerra
entre os oficiais da Aeronáutica. O preço final é intermediário, na
faixa estimada de US$ 5,2 bilhões - acima dos US$ 4 bilhões da proposta
da sueca Saab para seu Gripen NG e abaixo dos US$ 6,2 bilhões da oferta
da francesa Dassault para o moderno Rafale.
Dilma tem discutido vários tópicos específicos. Quer saber se o
pacote de transferência de tecnologia já garantido pela Boeing com o
aval do governo dos Estados Unidos - em carta da secretária de Estado,
Hillary Clinton, e em telefonema entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e Barack Obama - não é suficiente para atender a expectativa da
indústria aeroespacial.
Dilma ficou interessada nos detalhes referentes ao sofisticado radar
digital multimodo. A presidente surpreendeu os técnicos ao querer saber
como um projeto original dos anos 70, caso do F/A-18 de primeira
geração, pode incorporar recursos stealth, para tornar a aeronave
furtiva ante a detecção por radares. De acordo com um assessor presente
na reunião, os militares ficaram surpresos com o elevado grau de
informação de Dilma.
Os americanos aumentaram o tom, assumindo o compromisso de pagar os
custos de 100 mil homens/hora da Embraer para habilitar a empresa no
programa de desenvolvimento do Super Hornet. Também renovaram o acordo
formal para pagar uma espécie de multa de 5% sobre o contrato cada vez
que a abertura de tecnologia não seja cumprida.
O F/A-18 é a versão mais avançada do primeiro modelo, lançado em 1978
e do qual foram fabricados perto de 1.500 unidades. O Super, em linha
desde 1997, soma pouco mais de 500 caças. Voa a 1.900 km/hora e cobre
2.346 km com 578 projeteis para um canhão de 20 mm, mais dois mísseis do
tipo ar-ar. Em condição plena de combate, a carga de ataque é de 8,05
toneladas.
Mais música
A revisão do parecer técnico e financeiro da F-X2 aumentou o volume
do que é música para os ouvidos da ala tecnológica da Força. A Saab quer
fabricar no Brasil, em parceria ampla com a indústria, o Gripen NG. O
caça está em desenvolvimento.
O País teria, assim, a oportunidade de criar um avião de combate com a
característica BR. Com ciclo de maturação calculado em 30 anos, o
empreendimento permitiria à Defesa, no futuro, passar a encomendar essa
classe de supersônicos apenas ao complexo aeroespacial nacional, como
explicou ao Estado um oficial engenheiro do setor.
Discreta, a francesa Dassault gastou o dia, ontem, em ação objetiva:
reuniu 140 empresários de São José dos Campos para detalhar o seu método
de transferência de tecnologia - até agora, único mecanismo qualificado
claramente como irrestrito e a critério da FAB.
A questão é saber se haverá mesmo transferência de tecnologia por parte dos americanos. Pois, se há até uma cláusula de 5% de multa (baixíssima) caso eles não transfiram tecnologia, é sinal de que não irão mesmo... Quem viver verá...
Brasil esta construindo foguete a etanol

O
Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) está coordenando a construção
de um foguete brasileiro alimentado por propelente líquido – mais
especificamente, por etanol.
O
projeto está na etapa de construção do sistema de alimentação do motor
foguete, cuja principal função é fornecer ao motor foguete a propelente
líquido nas pressões e vazões necessárias para o correto funcionamento
do motor.
O
sistema de alimentação será um dos componentes do primeiro foguete
brasileiro funcionando exclusivamente com propelente líquido, o VS-15.
O
VS-15 possibilitará a realização de ensaios em voo do motor foguete a
etanol, verificando se o motor corresponde às características de
projeto.

Alimentação do motor foguete
O
sistema é composto por dois reservatórios de propelentes, um de etanol e
outro de oxigênio líquido, e um reservatório de gás pressurizante,
todos fabricados em fibra de carbono, para redução da massa total.
Diversas
válvulas fazem o controle do fornecimento do etanol e do oxigênio ao
motor, além do abastecimento prévio dos reservatórios A pressão dos
fluidos nos reservatórios é mantida por reguladores de pressão
especiais.
O sistema de alimentação já passou pela revisão de requisitos de sistema e pela revisão preliminar de projeto.
O
projeto está agora em fase de fabricação dos modelos de engenharia dos
reservatórios e dos reguladores de pressão e aquisição dos componentes,
com a finalidade de montagem de um modelo de engenharia do sistema
completo para realização dos primeiros ensaios funcionais a frio.
Brasil e Reino Unido fecharao acordo de ate R$ 8 bi
O Brasil, cujo mercado de defesa é “um dos que mais crescem no mundo”, assinará um acordo com o Reino Unido na área de defesa, o que pode pavimentar o caminho para um negócio bilionário entre os dois países, informa o “Financial Times”.
Segundo a reportagem, a aproximação dos dois países, se concluída, pode resultar no fechamento de um negócio de 2,9 bilhões de libras (R$ 7,6 bilhões). Um dos objetivos é proteger as regiões onde se encontrar as promissoras jazidas de petróleo da camada pré-sal.
Esse valor corresponde à compra de embarcações fabricadas no Reino Unido. Estão em jogo seis navios-patrulha (de cerca de 60 a 80 milhões de libras cada) e de cinco a seis fragatas Type-26 (300 milhões a 400 milhões de libras a unidade).
No entanto, é possível que a empresa fabricante, a BAE Systems, produza as primeiras unidades no Reino Unido e depois ensine fabricantes brasileiros e passe a construir as embarcações no País, conta o “Financial Times”.
Esse tipo de acordo de transferência tecnológico já foi fechado pela BAE com a Grécia e a Tailândia.

Os navios seriam usados para combater submarinos, apoiar operações em terra e proteger embarcações valiosas.
Países desenvolvidos estão de olho no mercado de defesa brasileiro porque o País tem a expectativa de aumentar os gastos no setor até atingir uma proporção de 2,2% do PIB (produto Interno Bruto) em 2030, saindo do atual 1,5%. Como a economia tende a crescer em torno de 5% ao ano, diz o jornal, a expansão do setor de defesa pode ser muito rápida.
Para se ter uma ideia, o PIB nominal do Brasil em 2009 foi de US$ 1,57 trilhão, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Se o mercado de defesa já abrangesse 2,2% desse valor, somaria US$ 34 bilhões no ano.
França
Além do Reino Unido, a França também está interessada em fechar negócio com a Defesa brasileira. O governo francês espera que o Brasil compre caças Rafale, da empresa local Dassault. Mas, segundo uma reportagem do jornal “Le Monde“, as eleições no País acabaram atrasando esse processo.