Empresa da alemanha,TKMS, oferece ao Brasil proposta militar naval
A
empresa Blohm + Voss Naval GmbH, do grupo alemão ThyssenKrupp Marine
Systems AG (TKMS), apresentou à Marinha do Brasil (MB) uma ampla
proposta composta por três tipos de navios de superfície para o PROgrama
de Obtenção de Meios de SUPERfície (PROSUPER), integrante do Programa
de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB).
Este
programa prevê a aquisição de 05 navios de patrulha oceânica de 1.800
toneladas (NpaOc) , 05 fragatas multimissão, ou navio escolta, de 6.000
toneladas e ainda um navio de apoio logístico (NapLog) . Todos serão
provavelmente construídos totalmente ou em parte no Brasil, segundo os
requisitos técnicos da MB.
A
TKMS é constituída por diversas empresas de construção naval,
nomeadamente a Blohm + Voss Naval GmbH, Blohm + Voss Naval Repair GmbH,
Blohm + Voss Industries, Kockums AB, da Suécia, TKMS Blohm + Voss
Nordseewerke, a grega Hellenic Shuipyards SA e ainda pelo famoso
estaleiro de desenvolvimento e construção de submarinos,
Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW).
O
grupo tinha anteriormente participado na licitação PROgrama de
desenvolvimento de SUBmarinos (PROSUB), de aquisição de submarinos de
propulsão convencional e nuclear, com o modelo U-214 perdendo para a francesa DCNS.
Da
proposta alemã entregue à MB, em outubro de 2010, constaram o navio de
patrulha NPa 1800, a fragata F-124 e o navio de apoio logístico da
Classe Berlin. O NPa 1800 possui características muito semelhantes ao modelo MEKO 100, da Classe Kedah, adquirido pela Malásia para equipar a sua Marinha Real (Tentera Laut DiRaja Malaysia), as F-171 KD Kedah, F-172 KD Pahang, F-173 KD Perak, F-174 KD Terengganu, F-175 KD Kelantan e F-176 KD Selangor. Os seis navios, de 1.650 toneladas, são operados pelo SKN 17 PV.
A fragata F-124 tem três unidades em serviço na Marinha Germânica (Deutsche Marine), onde é designada por Classe Sachsen e inclui as F-219 Sachsen, F-220 Hamburg e F-221 Hessen.
O
modelo oferecido ao Brasil possui diversos melhoramentos quando
comparado com o alemão e será adaptado às especificações da MB. A
fragata será capaz de receber o sistema de processamento tático SICONTA
(SIstema de CONtrole TÁtico) e o sistema de combate, desenvolvidos pela
Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON).
Também designado de Einsatzgruppenversorger (EGV),
o navio de apoio logístico do tipo 702 da Classe Berlin, de 20.240
toneladas, teve dois exemplares adquiridos do estaleiro Flensburger
Schiffbau GmbH & Co. KG, que o designa comercialmente de Task Force Supply Vessel (TFSV). Na Marinha Alemã, os navios são classificados como A-1411 FGS Berlin e A-1412 FGS Frankfurt am Main. Futuramente será incorporada uma terceira unidade, o A-1413 FGS Bonn.

Apesar
de ser um navio puramente de apoio logístico, encontra-se dotados com
quatro estações navais remotamente controladas Rheinmetall Waffe
Munition GmbH MLG-27. O convés de voo permite receber dois helicópteros
médios do tipo Sea King Mk 41. O EGV tem ainda a particularidade de
permitir a instalação de um módulo de apoio sanitário MERZ (Marineeinsatzrettungszentrum) que inclui 26 conteineres do tipo ISO, para diversas especialidades médicas.
Durante
a LAAD Defence & Security 2011, evento que terá lugar no Rio de
Janeiro de 12 a 15 de Abril, a empresa promoverá os navios propostos à
MB.
O
grupo industrial ThyssenKrupp AG possui diversos investimentos no
território brasileiro, incluindo a implementação de uma unidade fabril
destinada a produzir aço, localizada no Estado do Rio de Janeiro, um
investimento de 5.2 bilhões de euros.
Para
o PROSUPER, a empresa alemã aliou-se à Engevix Engenharia SA,
especializada em soluções de engenharia e infraestruturas. Para isso foi
assinado um memorando de entendimento estratégico. Em 2010, a Engevix
tornou-se a proprietária do Estaleiro Rio Grande (ERG) e, no mesmo ano,
recebeu uma encomenda da Petrobras para a construção de oito cascos FPSO
(Floating Production, Storage and Offloading) por um valor de US$ 3,5 bilhões.
Caso
a proposta da TKMS seja a escolhida, empresas locais terão papéis
importantes nos diferentes projetos e em diversas áreas que poderão
incluir o desenvolvimento de serviços de treinamento e formação,
integração de sistemas, fabricação de componentes, manutenção e
posterior atualização e modernização.
Sob
um contrato de transferência de tecnologia, foram construídas quatro
unidades na Malásia pela Boustead Naval Shipyard Sdn Bhd. A duas
primeiras unidades foram produzidas em conjunto por alemães e malaios.
Caso
a proposta da TKMS seja a escolhida, empresas locais terão papéis
importantes nos diferentes projetos e em diversas áreas que poderão
incluir o desenvolvimento de serviços de treinamento e formação,
integração de sistemas, fabricação de componentes, manutenção e
posterior atualização e modernização.
Uma
dessas será a Atech que, em relação a este e também em outros projetos
ligados à defesa e segurança, celebrou diversos memorandos de entendido
ou MoU (Memorandum of Understanding) com empresas do setor como a BAE Systems, TKMS, SAAB, Lockheed-Martin e Thales.

Dentre
o portfólio da altamente capacitada empresa brasileira, destacam-se o
SDS, um simulador didático do sistema de combate SICOMFRAG das fragatas Niterói,
desenvolvido em parceria com o Centro de Instrução Almirante Wandekolk
(CIAW), para a simulação de avarias nas interfaces do sistema de combate
com o sistema táctico SICONTA Mk.2. Junto com o Instituto de Pesquisas
da Marinha, a empresa desenvolveu o SDAC-SUB, um sistema que permite o
acompanhamento e classificação de contatos submersos. No PROSUB, e com
transferência de tecnologia da DCNS, a Atech será responsável pelas
futuras atualizações do sistema de combate SUBTICS (Submarine Tactical Integrated Combat System)
de 3º geração que será instalado nos cinco submarinos brasileiros. A
gestão completar e de engenharia do projeto MANSUP (Míssil Anti-Navio de
SUPerfície) também é de responsabilidade da empresa.
Outro
caso é o da Avibras Indústria Aerospacial SA, que procura diversificar a
sua atividade e alargar a sua gama de soluções. Participa do MANSUP,
que prevê o desenvolvimento de um míssil naval superfície-superficie com
características próximas do MM-40 Exocet, e conduz ainda a
remotorização dos mísseis superfície-superfície MM-40 Exocet Block 1 da
MB.