A estrategia Inteligencia em movimento

24nov/11Off

Embraer pode fechar contrato com a Defesa dos EUA

O Super Tucano, avião de ataque leve e apoio próximo à tropa terrestre, da Embraer, está bem próximo de levar o contrato da Força Aérea americana, a USAF, para o fornecimento inicial de 15 a 20 aeronaves. A encomenda vale cerca de US$ 250 milhões. O benefício maior, entretanto, é a certificação dos Estados Unidos para um produto brasileiro de considerável valor agregado e de emprego militar.

O mercado internacional para essa classe de equipamento é avaliado em US$ 3,5 bilhões, envolvendo 300 aeronaves a serem adquiridas até 2020.
A posição da Embraer Defesa e Segurança (ODS) na disputa pelo programa Light Attack Air Suport, LAS, melhorou muito com a exclusão do outro único finalista, o AT-6 da Hawker Beechcraft, afastado da competição na semana passada. A empresa, de Wichita, no Estado do Kansas, reagiu à decisão com perplexidade.

Em nota oficial, disse que recebeu a informação por carta, "embora tenha trabalhado dois anos com a USAF (no programa)". No mesmo comunicado, a Hawker - Beechcraft se diz "preocupada e confusa" com o fato da correspondência da USAF "não oferecer qualquer justificativa para a resolução". A Embraer Defesa não comentou o episódio.

Problemas

O fabricante americano acumula dificuldades. Exigência do LAS, o avião apresentado não pode estar em fase de desenvolvimento. Na nota, a Hawker destaca que fez investimentos da ordem de US$ 100 milhões "preparando o atendimento aos requisitos da Força". A aplicação caracteriza aplicação no projeto de engenharia do AT-6. O avião nunca entrou em combate e só recentemente pode realizar os testes iniciais com bombas inteligentes, guiadas a laser, no Arizona, de 28 de setembro e 5 de outubro.

A companhia divulgou que está pedindo explicações à USAF e que vencer a escolha permitiria gerar 1.400 empregos em 20 Estados.
Já o Super Tucano está em produção desde 1999, ano do primeiro voo, e em operação a contar de 2004 – sete nações adotaram o turboélice. Os pedidos em carteira somam 180 unidades. As entregas batem em 152 aviões.

Em outubro o modelo foi certificado pela FAA, a agência americana que regula o setor aeronáutico nos EUA. O Emb-314 foi provado em ação. Acumula 18 mil horas de combate sem perdas. A Embraer tem, a seu favor, outro fator estratégico: mantém uma parceria com a corporação Sierra Nevada para fabricar o Super Tucano em Jacksonville, na Flórida, em complexo industrial próprio, gerando empregos locais. A decisão do Departamento de Defesa, o Pentágono, deve sair no começo de 2012.

O interesse da aviação americana é por um avião capaz de oferecer apoio à tropa em terra. Os caças pesados são caros. O gasto com a operação, alto. A hora de voo do supersônico F-16E não sai por menos de US$ 6,5 mil, contra apenas US$ 500 do Super Tucano. Mais que isso, leva carga eletrônica embarcada equivalente e cumpre a missão de contrainsurgência, ataque leve, interceptação de alvos de baixo desempenho e a instrução avançada, com reduzido custo de operação e alto rendimento.

O batismo de fogo foi em 18 de janeiro de 2007. Dois esquadrões da Força Aérea da Colômbia despejaram 4,5 toneladas de explosivos sobre as instalações de um comando das Forças Armadas Revolucionárias, as Farc.

Em março de 2008, um número não revelado de aviões bombardeou um acampamento das Farc localizado pela inteligência colombiana em território do vizinho Equador. O alvo foi iluminado por dois times de operações especiais, em terra. Foram usadas bombas inteligentes do tipo Paveway, fornecidas por Israel.

No começo do mês, oito Super Tucanos participaram da Operação Odisseia, que lançou um novo tipo de bomba de precisão na base do comandante da guerrilha, Afonso Cano.

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17nov/11Off

Motor exocet MM40 Nacional (block II?). O Brasil andando para trás, como sempre

 

Por meio da Gerência Especial para Mísseis da Marinha, foi realizado  em  20 de setembro, a queima em bancada do motor nacional para a recertificação dos Mísseis Exocet MM40. O motor foi desenvolvido pela empresa AVIBRAS com transferência de tecnologia para o projeto, fornecida pelo próprio fabricante do míssil – a empresa francesa MBDA.

Tudo isso serioa motivo de comemoração dos ufanistas de plantão, não fosse um pequeno detalhe: trata-se da versão "block II", uma versão ultrapassada e sem uso real em teatro de guerra. E por qual razção podemos afirmar isso? Basta começar pelo alcance: o block II tem alcance de apenas 75km, enquanto o block III (modelo atual sendo comercializado) tem alcance de mais de 150km, o dobro. Ou seja, bastaria uma "lancha" armada com um exocet block III para mandar um navio de guerra brasileiro de grande porte para o fundo do oceano, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa.

E não me venham falar que estamos bem em comparação com nossos vizinhos, pois até mesmo o Peru possui exocet mm40 block III em suas fragatas Classe Lupo.

Aliás, é preciso colocar o dedo na ferida. A única utilização "razoável" desses ultrapassados meios seria para uma estratégia de defesa costeira (imaginando-se que uma invasão por mar em massa seria uma das formas de se conquistar territórios brasileiros), visando impedir desembarques em massa do inimigo. Porém, partindo do pressuposto que isso somente ocorreria após a destruição de todos nossos radares, algo não muito difícil tendo-se em vista nossa RI-DÍ-CU-LA capacidade de defesa terra -ar (nem considero a aeronautica, com seus museus voadores e baixo número de vetores) , tal estratégia seria inócua.

Ou o Brasil parte logo para o desenvolvimento de meios REAIS de disuasão ou, quando a coisa acalmar no oriente médio e voltarmos a ser a "bola da vez", será tarde demais.

 

 

 

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16set/11Off

Comando Logístico celebra contrato de Suporte Logístico Integrado para o material adquirido pelo Projeto Leopard


  

Brasília – No período de 31 de agosto a 1º de setembro de 2011 ocorreu, na Diretoria de Material, a reunião de ajuste e celebração do Contrato de Suporte Logístico Integrado para o material adquirido pelo Projeto Leopard 1. Durante o evento, conduzido pelo Diretor de Material, foram discutidos aspectos técnicos e legais do contrato entre integrantes do Comando Logístico e representantes da empresa KRAUSS MAFFEI WEGMANN (KMW), fabricante dos blindados.

Ao final dos trabalhos, no dia 1º de setembro, com a presença do Subcomandante Logístico, General Eduardo, foi celebrado o contrato que terá vigência de cinco anos, garantindo a execução das atividades de assistência técnica, fornecimento de peças originais, formação e treinamento de militares e manutenção corretiva, incluindo a reparação de componentes no exterior.

A viatura blindada LEOPARD 1A5 é a versão mais moderna da série Leopard 1, que, em relação às características das versões anteriores, traz aperfeiçoamentos no sistema de tiro, de optrônica e de torre. 

Até 2012, o Exército Brasileiro contará com uma frota de 240 blindados Leopard, sendo 220 VBCC* 1A5, 04 VBE Engenharia*, 04 VBE Lançadora de Ponte*, 08 VBE Socorro* e 04 VBE Escola*. Contará, ainda, com uma grande quantidade de Dispositivos de Simulação e Apoio à Instrução (DSAI), tudo abrangido pela cobertura do Suporte Logístico Integrado.

- VBCC - Viatura Blindada Carro de Combate
- VBE Engenharia - Viatura Blindada Especializada de Engenharia
- VBE Lançadora de Ponte - Viatura Blindada Especializada Lançadora de Ponte
- VBE Socorro - Viatura Blindada Especializada de Socorro
- VBE Escola - Viatura Blindada Especializada Escola

Fonte: EB

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9set/11Off

PARA INVADIR A AMAZONIA, EUA, GRA-BRETANHA E FRANCA PODEM ALEGAR “DEFESA DA POPULACAO INDIGENA”


A CIA SE CONVERTEU EM UMA ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR”, diz Moniz Bandeira

Em entrevista à “Carta Maior”, o historiador e cientista político Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira aponta a ação clandestina de forças especiais dos Estados Unidos, Inglaterra e França nos conflitos da Líbia e Síria e critica a política externa do governo Barack Obama, que usa os “direitos humanos” para justificar intervenções em qualquer parte do mundo. “A CIA, mais e mais, se torna uma força paramilitar, deixando de ser uma agência de espionagem e coleta de inteligência. Os drones, aviões sem pilotos, teleguiados pela CIA, já mataram, desde 2001, mais de 2.000 supostos militantes e civis em vários países“, afirma Moniz Bandeira.

Leia, a seguir, a entrevista concedida por email pelo professor Moniz Bandeira à “Carta Maior”, desde a Alemanha. Nela, entre outras coisas, ele defende que “a questão dos direitos humanos e defesa das populações civis virou uma panacéia que serve para os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha violarem os direitos humanos, com rigorosos embargos comerciais, e massacrar populações civis, como o fizeram na Líbia“. Além disso, sustenta, o presidente Obama pretende continuar, por outros meios, a política do presidente George W. Bush, mudando o conceito da OTAN e contrariando o próprio tratado que a criou, ao dar-lhe capacidade de polícia global.

Carta Maior: Qual sua avaliação sobre a participação das grandes potências ocidentais, especialmente, Estados Unidos, Inglaterra e França nos conflitos da Líbia e da Síria. Há uma mesma lógica atuando nos dois casos?

Moniz Bandeira – Não se trata de teoria conspiratória. Mas parece que há a mesma lógica na sucessão de levantes, que começaram na Tunísia, em dezembro de 2010, depois, simultaneamente, se estenderam ao Egito e à Síria, em 25/26 de janeiro de 20011, e à Líbia, em 17 de fevereiro.

As condições econômicas, sociais e políticas estavam maduras. Em todos esses países, há enorme taxa de desemprego, afetando grande parte da juventude, extrema pobreza, inflação, alta dos preços dos alimentos e o ressentimento político provocado pela repressão das ditaduras.

Está provado, porém, que militares das forças especiais dos Estados Unidos, Inglaterra e França, vestidos como árabes, os ‘false-flaggers’, i. e., um “illegal team”, com identidade de outros países de modo que não sejam identificados como ingleses, americanos ou franceses, estão abertamente na Líbia e não se pode descartar a possibilidade de que agentes da CIA e do MI-6 estejam também na Síria. [...]

O WikiLeak, há poucos meses, revelou um despacho secreto, da Embaixada dos Estados Unidos em Damasco, sobre “Next Steps For A Human Rights Strategy”, informando que, de 2005 até setembro de 2010, os Estados Unidos, com os recursos do “Middle East Partnership Initiative” (MEPI), tinham destinado secretamente aos grupos da oposição, na Síria, um montante de US$ 12 milhões, bem como financiado a instalação de um canal de TV via satélite, transmitindo para dentro do país programas contra o regime de Bashar al-Assad.

Carta Maior – Além desse encorajamento estrangeiro, que outros fatores estariam contribuindo para alimentar os protestos na Síria?

Moniz Bandeira - Há fortes fatores religiosos. A maioria da população, na Síria, é salafista, uma das correntes fundamentalistas do Islã, que pretende restabelecer os primitivos princípios religiosos do Corão. É similar ao wahhabismo, doutrina defendida por Muhammad ibn Abd-al-Wahhab e prevalecente na Arábia Saudita. Bashar al-Assad, porém, é um alauita, outro segmento do Islã, que dissimula sua doutrina com a taqiyya, uma prática xiita, seita islâmica dominante no Irã e da qual mais se aproxima. Os alauitas constituem apenas 10% da população da Síria, mas dominam e controlam todo o aparelho do Estado há várias décadas, pelo menos desde os anos 1970, quando Hafez al-Assad, do Partido Ba’ath, assumiu a presidência da Síria.

O Partido Ba’ath, fundado em Damasco em 1946, mesclava ideais igualitários, socializantes, interesses nacionalistas e objetivos pan-árabes, contrários à política imperialista das potências ocidentais. Alguns dos seus ramos surgiram em outros países do Oriente Médio, como o Iraque, onde deteve o poder até a queda de Sadam Hussein, em 2003.

Carta Maior – A Síria tem pouco petróleo. Qual ou quais os interesses dos Estados Unidos, França e Inglaterra na derrubada do regime de Bashar al-Assad?

Moniz Bandeira – Esses países têm interesses estratégicos, como, e.g., assumir o controle de todo o Mediterrâneo e isolar politicamente o Irã, que está aliado à Síria, bem como restringir a influência de Rússia e China no Oriente Médio. A Rússia, desde 1971, opera o porto de Tartus, na Síria, e projeta reformá-lo e ampliá-lo como base naval, em 2012, de modo que possa receber grandes navios de guerra, garantindo assim sua presença no Mediterrâneo. Consta que a Rússia também planejava instalar bases navais na Líbia e no Yemen. E, conforme se pode deduzir do telegrama da Embaixada dos EUA em Damasco, publicado pelo WikiLeaks, tudo indica que o financiamento da oposição, na Síria, desde, pelo menos, 2005, visou à derrubada do regime de Bashar al-Assad, de modo a impedir o aprofundamento, no âmbito naval, de suas relações com a Rússia.

Daí que, dificilmente, os Estados Unidos conseguirão estender à Síria a mesma estratégia que desenvolveu na Líbia, juntamente com a Grã-Bretanha e a França. A Rússia, ainda percebida pelos Estados Unidos como seu grande rival, e a China, opõem-se até mesmo às sanções contra o regime de Bashar al-Assad.

Carta Maior – Nesse contexto, como pode ser entendida a doutrina do presidente Barack Obama no que se refere à política externa dos EUA?


Moniz Bandeira –
Em discurso pronunciado na “George Washington University”, em 28 de março de 2011, o presidente Obama declarou que, mesmo não estando a segurança dos americanos diretamente ameaçada, a ação militar pode ser justificada –no caso de genocídio, por exemplo– os Estados Unidos podem intervir, mas não atuarão isoladamente. Sua doutrina ele também delineou, claramente, em discurso que pronunciou no Parlamento britânico, durante a visita de Estado que fez ao Reino Unido entre 24 e 16 de maio de 2011. O presidente Obama disse que “we do these things because we believe not simply in the rights of nations; we believe in the rights of citizens”. E mais adiante declarou que carece de peso o argumento segundo o qual “a nation’s sovereignty is more important than the slaughter of civilians within its borders” e reafirmou que “nós” pensamos de modo diferente, aceitamos uma responsabilidade maior, i. e. que a comunidade Internacional deve atuar quando um líder está ameaçando massacrar seu povo.

Tais palavras significam que os Estados Unidos, juntamente com a Grã-Bretanha e França, não mais respeitarão as normas do Direito Internacional, estabelecidas desde o Tratado de Westphalia, com base nos princípios de soberania do Estado nação, e poderão intervir em qualquer país, a pretexto de razões “humanitárias” ou de “defesa da população civil”, mas [na verdade] para defender seus interesses econômicos e estratégicos.

Assim, os chefes de governo dos Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, se quiserem, podem alegar defesa da população indígenas ou do meio ambiente e invadir a Amazônia.

A questão dos direitos humanos e defesa das populações civis virou uma panacéia que serve para os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha violarem os direitos humanos, com rigorosos embargos comerciais, e massacrar populações civis, como o fizeram na Líbia.

Também, o que pretende o presidente Obama a continuar, por outros meios, a política do presidente George W. Bush, é mudar o conceito da OTAN, contrariando o próprio tratado que a criou, e dar-lhe capacidade de polícia global (global cop) para enfrentar as “novas ameaças”, como “terrorism and piracy, cyber attacks and ballistic missiles”.

Isso significa que a OTAN deixará de ser uma organização de defesa da Europa Ocidental, objetivo de sua criação no tempo da Guerra Fria, e tornar-se-à instrumento de agressão, pronta para intervir em todos os continentes, com ou sem autorização da ONU.

As sanções contra a Síria são iguais às que foram aplicadas contra a Líbia, logo no início da rebelião. É a primeira forma de intervir num conflito interno em qualquer outro país, onde o governo, que não convém à Santa Aliança, reprima as manifestações para derrubá-lo. Mas, evidentemente, que as manifestações populares contra as ditaduras na Arábia Saudita, Bahrein e Jordânia, clientes dos Estados Unidos, não podem esperar qualquer “ajuda”.

Carta Maior – Qual seria, mais especificamente, essa estratégia dos Estados Unidos no Oriente Médio e norte da África e quais as forças especiais estariam atuando na Líbia e, provavelmente, na Síria?


Moniz Bandeira -
A estratégia atual dos Estados Unidos, implementada pelo presidente Obama, que bem mereceu o Prêmio Nobel da Paz [sic!], é ampliar o uso de drones, aviões armados e manejados eletronicamente pela CIA, para matar supostos terroristas, militantes da al-Qa’ida e Talibans, bem como centenas de civis desarmados, atingindo-os, como o faz na Líbia, Afeganistão, Paquistão e Yemen. Essa é a nova tarefa da CIA, que mais e mais se torna força paramilitar, deixando de ser agência de espionagem e coleta de inteligência. Os drones (General Atomics MQ-1 Predator), esses aviões sem pilotos, teleguiados pela CIA, já mataram, desde 2001, mais de 2.000 supostos militantes e civis, e o Centro Contra-Terrorismo (CTC) dispõe atualmente de cerca de 2.000 empregados que trabalham na localização dos alvos e em atacá-los.

O presidente Obama incrementou essas operações sem arriscar a vida de seus soldados, bem como com o emprego de uma outra organização militar, que matou e interrogou mais supostos terroristas e Talibans do que a CIA, desde 2001. Trata-se do “Joint Special Operations Command” (JSOC), à qual está subordinada a “U.S. Navy SEAL’s” (Sea, Air and Land Teams), integrante do Comando de Operações Especiais (USSOCOM), unidade encarregada de operações terrestres e marítimas, guerra não-convencional, resgate, terrorismo e contraterrorismo etc. Um comando do SEAL’s recebeu a missão de assassinar Osama Bin Laden, no Paquistão, em 2 de maio de 2011. Essa é tarefa da qual o “Joint Special Operations Command” (JSOC) está incumbido, executando o programa desenvolvido pelo general David Petraeus, atual diretor da CIA, quando comandava as tropas americanas no Afeganistão .

O programa consiste em “kill/capture”, i. e. matar/capturar, em qualquer região do mundo, terroristas e Talibans, constantes de uma “Joint Prioritized Effects List” (JPEL), que inclui até americanos, com fundamento em premissa legal ou extralegal, conforme diretriz classificada do presidente Obama. O tenente-coronel John Nagl, assessor de contrainsurgência do general David Patraeus no Afeganistão, considerou o JSOC uma máquina de matar contra o terrorismo em uma escala quase industrial (“an almost industrial-scale counterterrorism killing machine“). Trata-se, na realidade, de um comando de esquadrões da morte do Pentágono.

Comandos do SEAL’s atuaram na Líbia, assim como da “Direction générale de la sécurité extérieure” (DGSE), da “Brigade des forces spéciales terre” (BFST), subordinada ao “Commandement des opérations spéciales” (COS), M16 (Inteligence Service) e “Special Air Service SAS” (Special Air Service) como se fossem árabes. [Sem eles] os chamados “rebeldes” não teriam avançado muito além de Benghazi. No dia 20 de agosto, dia em que acabou o jejum do Ramandan, um navio da OTAN desembarcou no litoral da Líbia armamentos pesados, antigos jihadistas e tropas especiais do JSOC, dos Estados Unidos, BFST, da França, e SAS, do Reino Unido, sob o comando de oficiais da OTAN, que então procederam à conquista de Trípoli.

O balanço da “Operation Odyssey Dawn”, após 100 dias de bombardeios da OTAN, é trágico: 6.121 civis mortos e feridos. De acordo com as estatísticas, 3.093 homens foram mortos ou feridos; 260 mulheres mortas e 1.318 feridas; 141 crianças mortas e 641 feridas. A OTAN, por sua vez, informa que, nos primeiros 90 dias, executou um total de 13.184 saídas, entre as quais 4.963 ataques, danificando ou destruindo mais de 2.500 alvos militares, 460 instalações militares, 300 sistemas de radar depósitos, além de, aproximadamente, 170 locais de controle e comando, e cerca de 450 tanques. O informe não se refere aos escombros que os bombardeios deixaram nem às milhares de vítimas civis, mortos, feridos, desabrigados e refugiados.

Esse foi o resultado da Resolução nº 1.973 do Conselho de Segurança da ONU, autorizando a Santa Aliança (Estados Unidos, Inglaterra e França) a “proteger os civis” na Líbia e que ela [Santa Aliança] aproveitou para legitimar o direito de “intervenção humanitária”, para defender seus próprios interesses econômicos, geopolíticos e estratégicos no Mediterrâneo.

Esse é modo americano de fazer guerra (American Way of War) adotado pelo presidente Obama. Mas os objetivos são os mesmos do presidente George W. Bush, atendendo aos interesses do complexo industrial-militar. Sem agir unilateralmente, ele deseja realizá-los, transformando, por meio da OTAN, de forma a repartir os custos com seus membros, principalmente Inglaterra, França e Alemanha, a fim de evitar que a guerra seja percebida como entre os Estados Unidos e a Líbia ou outro qualquer país.

Carta Maior – Qual deve ser o futuro da Líbia? O senhor acredita que Kadafi possa resistir e permanecer como um agente político influente no conflito?


Moniz Bandeira –
É difícil predizer. A Líbia é um país ainda divido em tribos e a lealdade é essencial entre seus membros. De qualquer modo, vivo ou morto, o espectro de Kadafi, como comandante ou mito, estará por trás da resistência, que mais dias menos dias começará a ocorrer, porque as tribos não aceitarão a presença de tropas estrangeiras no seu território. Porém, uma das consequências da “intervenção humanitária” na Líbia será, provavelmente, a proliferação das armas nucleares. Como muito bem observou Leonam dos Santos Guimarães, especialista em energia nuclear e assistente da presidência da Eletrobrás – Eletronuclear, a queda do regime de Kadafi faz supor que a aquisição de armas nucleares se tornará atraente para países que se sintam ameaçados pelo Ocidente.

Kadafi, em dezembro de 2003, concordou em abandonar seu programa de armas nucleares, com base em importações clandestinas de urânio natural, centrífugas e equipamentos de conversão, bem como a construção de instalações em escala piloto. Se ele tivesse avançado no seu programa de armas nucleares, a campanha de bombardeios da OTAN teria ocorrido? –perguntou Leonam dos Santos Guimarães. A resposta seria certamente não. O direito internacional só é respeitado quando há certo equilíbrio de poder e as nações ameaçadas têm possibilidade de retaliar. Daí que é quase impossível impedir que o Irã desenvolva suas armas nucleares, não para atacar Israel, mas para defender-se da Santa Aliança ocidental.

Carta Maior – No caso da Síria, qual sua avaliação sobre a posição de outras nações árabes e de Israel frente esse conflito?

Moniz Bandeira – Não há informações sobre o envolvimento de outras nações árabes nem de Israel na Síria, onde ainda não há propriamente uma guerra civil, mas uma onda de protestos. Todos estão a observar o desdobramento da crise. A Síria é, também, um país dividido em muitas tribos e o governo conta com o respaldo do Irã, que provavelmente lhe fornece ou pode fornecer armamentos. São muito estreitas suas conexões com o Hizbollah, uma força política e paramilitar xiita, com sede no Líbano. Consta que o Hizbollah dispõe de 30.000 a 40.000 mísseis apontadas para Israel e difíceis de localizar, porque estão instalados em casas de família. Essa é uma das razões –e há outras– pelas quais nem os outros países árabes nem Israel querem envolvimento [direto] nos protestos que ocorrem na Síria.

Carta Maior – Os tambores da guerra estão soando em Israel, diante da perspectiva do reconhecimento do Estado palestino na ONU, em setembro. Há, na sua avaliação, possibilidade de generalização de conflitos no Oriente Médio?


Moniz Bandeira -
Está previsto que Mahmoud Ridha Abbas (Abu Mazen), como presidente da Autoridade Palestina, pronunciará um discurso, na 66ª Assembléia Geral da ONU, a realizar-se entre 21 e 27 de setembro, no qual solicitará o reconhecimento do Estado palestino. A admissão de um novo membro requer o apoio de 2/3 dos Estados presentes na Assembléia Geral. Se obtiver esse quorum, a Autoridade Palestina, como Estado, será admitida apenas na condição de observador, pois o reconhecimento como membro pleno depende de aprovação do Conselho de Segurança da ONU e, por conseguinte, do voto dos Estados Unidos.

Há uma enorme expectativa em Israel, com respeito à posição que os Estados Unidos tomarão na Assembléia Geral, posto que, no dia 5 de setembro, vazou para a imprensa a informação de que o ex-secretário de Defesa do presidente Barack Obama, Robert Gates, antes de aposentar-se este ano, criticou duramente o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanjahu em reunião do “National Security Council Principals Committee” dos Estados Unidos. Gates chamou Israel de “an ungrateful ally” (aliado ingrato) e disse que a política de Netanyahu põe seu país em perigo, recusando-se a negociar, em meio a um crescente isolamento e o desafio demográfico, se mantém o controle da Faixa de Gaza. Presume-se que a notícia vazou, com o beneplácito de Obama, como advertência a Netanyahu.

O que se teme, em Tel Aviv, é que milhões de palestinos, exilados nos demais países árabes, marchem para as fronteiras de Israel [fronteiras essas muito ampliadas com as ilegais invasões e ocupações] após e avancem sobre seu território, se a Assembléia Geral da ONU reconhecer o Estado palestino, ainda que como observador. Os palestinos exilados não dispõem de outra nacionalidade porque, nos anos 1950, a Liga Árabe decidiu não concedê-la, a fim de manter na agenda a necessidade de criar o Estado palestino.”

FONTE: publicado no site “Carta Maior”

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23ago/11Off

A VEZ DOS BRICS


A crise dos Estados Unidos e da Europa, a cada dia que passa, evidencia ainda mais, para o observador atento, os acertos alcançados pelo BRICS.

Na gênese do beco sem saída em que se meteram, os estados ocidentais cometeram dois erros fatais:

Permitiram que se instalasse e consolidasse, durante anos, uma situação de irrestrito laissez-faire, limpando o terreno para o surgimento de áreas nebulosas de especulação, como a do subprime e dos derivativos, e deixando que ali medrasse uma estéril e arriscada “economia de papel”, em detrimento da economia real, orientada para a geração de bens e produtos, renda e emprego, e para o atendimento das necessidades também reais, dos seres humanos.

Por outro lado, ao mesmo tempo, os Estados Unidos e a Europa se endividavam até o pescoço, para manter um status-quo historicamente insustentável, tanto do ponto de vista militar, como é o caso, principalmente, dos norte-americanos, quanto do ponto de vista de consumo, conservando artificialmente o padrão de vida – e, em conseqüência, a arrogância – de seus povos, em um patamar muito acima do restante da humanidade.

Enquanto isso, governos como o da Índia e o da China, seguindo o que a Coréia do Sul e o Japão haviam feito anteriormente, coordenavam sinergicamente todos os setores da sociedade para criar – sem a oposição, como acontece no Brasil, da imprensa conservadora e dos “agentes” do mercado – uma miríade de grandes empresas locais, no início com financiamento público e depois com participação privada, para fabricar automóveis, eletroeletrônicos, roupas, softwares e outros bens de consumo.

Fiscalizavam rigorosamente os bancos. E investiam na economia real, incorporando, nesse processo, pela criação de empregos e a melhoria das condições de educação e capacitação, dezenas de milhões de cidadãos ao mercado de consumo.

Na Rússia, na Índia e na China, o primeiro objetivo da sociedade é o fortalecimento do poder nacional e não de um ou de outro determinado grupo de interesse. É por isso que, nesses países, o Estado não se sente constrangido, como aqui, em mobilizar e induzir os agentes econômicos para a conquista do desenvolvimento.

Mas os BRICS não ficaram por aí. Enquanto a Europa e os Estados Unidos imprimiam bilhões de dólares em títulos sem lastro, Rússia, Índia, China, e o Brasil, que a partir de 2003, também adotou essa estratégia, economizavam parcimoniosamente os recursos obtidos com as exportações, liquidavam, praticamente, suas dívidas com o exterior, e aumentavam suas reservas internacionais, a ponto de elas triplicarem, hoje, as do G-7, emprestando, pela primeira vez na história, dinheiro para o FMI e para as grandes nações ocidentais.

Hoje, China e Brasil estão entre os quatro maiores credores dos Estados Unidos, e são seguidos de perto, nesse quesito, pelos russos e pelos indianos.

Se tiverem noção do excepcional momento histórico que estão vivendo, os países do BRIC aproveitarão a crise do Ocidente, para consolidar definitivamente, com a participação da África do Sul, recém admitida no Grupo, uma aliança estratégica global que está predestinada a mudar o panorama geopolítico do mundo no século XXI.

Para isso, no entanto, essas nações deverão aprofundar a sua percepção de que o que mais as une é a sua condição de ex-escravos, que assistem, agora, em uma posição cada vez mais forte, ao crepúsculo de seus antigos senhores.

Senhores que nunca vão jogar limpo, ou se empenhar, verdadeiramente, em fortalecer suas ex-colônias para mudar um equilíbrio de forças que os beneficiou, e muito, nos últimos séculos.

Por essa razão, é incompreensível, por exemplo, que o Brasil continue buscando fechar acordos na área de defesa com o Ocidente, quando poderia estar desenvolvendo, no âmbito do BRICS – no qual Rússia e China possuem uma inegável expertise – e mesmo a Índia e a África do Sul já têm muito a oferecer nessa área – toda uma nova geração de armamentos, capaz de assegurar nossa presença no Atlântico e a defesa efetiva de nossos recursos naturais, incluindo o pré-sal e a biodiversidade amazônica.

Rússia e índia estão desenvolvendo conjuntamente o novo Sukhoi T-50, caça-bombardeio de quinta geração. A índia já compra aviões-radar da Embraer. O novo bombardeio invisível chinês é baseado em tecnologia russa. O Brasil e a China já lançam satélites binacionais de sensoreamento remoto. Já desenvolvemos mísseis ligeiros em cooperação com a África do Sul.

Por que continuar – e isso foi um erro do Governo Lula induzido pelo então Ministro da Defesa, Nelson Jobim – comprando tecnologia obsoleta francesa ou norte-americana – os aviões que nos oferecem têm mais de 20 anos de desenvolvimento – quando podemos entrar direto no futuro desenhando um avião do zero com os nossos sócios do BRICS ?

Além disso – o caso líbio está aí para nos mostrar isso – temos que nos fortalecer ao militarmente ao máximo, como os outros BRIC, e até mesmo alterar a Constituição, se for preciso.

A OTAN e os Estados Unidos acham que podem interferir onde quiser.

Mas nunca fariam com a China, a Índia ou a Rússia o que fizeram com Kadhafi. Uma coisa é atacar um país pequeno e sem armas nucleares. Outra, muito diferente, é atacar três dos maiores países do mundo, que contam com armamento moderno e arsenais atômicos à disposição de suas Forças Armadas.

É preciso convergir não apenas do ponto de vista da aproximação comercial e de defesa com o BRICS, mas também com relação à condução da nossa economia.

O Brasil nunca será de fato um BRIC, se, no lugar de dar atenção aos reais interesses da nação, continuarmos tomando decisões que afetam toda a sociedade com base na opinião de meia dúzia de “analistas” ouvidos todas as semanas pelo Boletim Focus, do Banco Central, empenhados, como raposas no galinheiro, em manter gordas para o mercado financeiro, de onde tiram seu generoso sustento, as saborosas galinhas da SELIC.

O Brasil precisa de menos economistas, que cresceram sob a falsa premissa da existência do “livre” mercado, e de mais estrategistas, prontos para estabelecer um projeto nacional – que nos falta mais do que tudo – para a era do capitalismo de estado do século XXI, na qual os países abandonarão, de vez, a máscara de uma livre concorrência que na verdade nunca existiu, para assumirem aguerridamente suas posições na franca e feroz disputa das grandes nações, pelos mercados e fontes de matérias-primas de todo o mundo.

Para muitos, no entanto, está cada vez mais claro que parte da elite brasileira quer que o Brasil continue no andar de baixo e não participe dessa batalha, ou prefere que o país suba ao ringue de olhos vendados, com correntes nos pés e de mãos amarradas.

Não podem ser vistas de outra maneira as furibundas críticas ao BNDES, por exemplo, quando nosso maior banco de fomento tenta fortalecer grandes empresas brasileiras para que elas não sejam engolidas por suas concorrentes estrangeiras, ou para que movam, compreensivelmente seus peões para ocupar posições no intrincado tabuleiro de xadrez dos mercados internacionais.

Compreende-se que o Financial Times, The Economist ou o Wall Street Journal ataquem a política industrial brasileira, afinal, esse é o papel deles, de amplificar o velho discurso ocidental e anglo-saxão do “façam o que eu digo, mas não façam o que eu faço”.

Mas é impossível ficar indiferente quando essas posições são radicalmente defendidas dentro do nosso próprio país, quando estamos cansados de saber que sem apoio público e juros subsidiados de seus governos, empresas de países especializados em salgar bacalhau e azeitonas não teriam se assenhoreado – inclusive com financiamento, pasmem, do próprio BNDES – de segmentos estratégicos de nossa economia durante a tragédia da desnacionalização promovida pelo neoliberalismo dos anos 1990.

Quer dizer, o BNDES pode financiar a compra de empresas brasileiras por estrangeiros. Mas na hora de financiar a compra de empresas estrangeiras por brasileiros, a diretoria do Banco tem que ir ao Congresso se explicar.

O mesmo esforço, ou tendência, para manter as nossas empresas relativamente pequenas e impedir a criação de grandes players brasileiros para a disputa dos mercados internacionais pode ser visto também na atuação das agências “reguladoras” e nos órgãos de fiscalização da concorrência.

A quem interessa, por exemplo, que o Brasil não possa contar com uma empresa do porte do que seria a Brasil Foods sem a intervenção do CADE, em um mundo que é amplamente dominado, no mercado de alimentação, por gigantescos grupos europeus e norte-americanos, como a Nestlé, a Pepsico, a Kraft Foods ou a Danone ?

Por que temos que perder o último grande grupo brasileiro no mercado varejista de alimentos, e entregar definitivamente uma área estratégica, do ponto de vista do combate à inflação, para multinacionais estrangeiras?

Por que não ter uma forte posição em um grupo varejista de porte mundial para colocar, finalmente, nossos produtos nas gôndolas de supermercados estrangeiros?

Ou vamos continuar condenados a vender café em grão quando a Alemanha, sem ter sequer um pé plantado, é a maior exportadora de café solúvel do mundo?

Mas o Brasil não está amarrado apenas pela contínua manipulação da opinião pública com histórias da carochinha sobre cavalos com chifres, mulas sem cabeça, livre concorrência e livre mercado, em um planeta no qual a China caminha para se transformar na maior economia do mundo, justamente por nunca ter dado ouvidos a esse tipo de balela.

Em decorrência desse discurso, estamos impedidos de entrar nessa briga de cachorro grande com um mínimo de perspectiva de enfrentá-la, ou em igualdade de condições com os outros BRICS, por outra forte e poderosa algema: a contínua sangria de nossos recursos, da qual já falamos aqui antes, derivada da estúpida insistência em manter as taxas de juros nos mais altos patamares do mundo.

Nos últimos 12 meses, o Brasil seqüestrou dos impostos pagos pela sociedade 210 bilhões de reais para o pagamento de juros, que estão em mais de 12% ao ano, quando os juros de nossos sócios do BRIC, Rússia, Índia e China estão entre os mais baixos do mundo.

De tudo o que foi recebido dos governos anteriores, os juros da taxa SELIC, que estavam em mais de 24% no final do governo FHC, são o componente mais letal e corrosivo. Eles representam a pílula de veneno dentro do copo de vinagre. Um vírus dentro do sistema operacional nacional. Um câncer que drena a energia e os recursos da sociedade brasileira. Uma auto-imposta e masoquista desvantagem que nos impede de crescer como poderíamos, em um momento no qual sócios do BRIC como a China, que estão livres dessa amarra, estão cada vez mais fortes.

Se quiser, o Governo Dilma Roussef, se não houver outras razões, já tem como garantir o seu lugar na história, libertando nossa gente da escravidão dos juros, que seqüestra boa parte da renda de milhões de famílias brasileiras, e fazendo com que essas centenas de bilhões de reais que desaparecerem pelo ralo todos os anos se transformem em mais consumo, em mais empregos, em mais produtos.

O Brasil não pode continuar a ser refém do “mercado” e dos prepostos que com ele colaboram, em jornais e emissoras de televisão, no permanente logro e manipulação da opinião pública.

Não se pode falar em desoneração da Folha de Salários, quando o maior ônus que as empresas enfrentam, e o maior componente do Custo Brasil está justamente nos juros que transferem boa parte dos ganhos obtidos pelo setor produtivo para o mercado financeiro.

Poderíamos começar revertendo as expectativas, tão falsas como incorretas, do “mercado”, deixando, simplesmente, de emitir o Boletim Focus do Banco Central. O “mercado” precisa saber o que a autoridade monetária está decidindo e não o contrário.

Mesmo com cortes automáticos mensais de 0,5% na taxa de juros da taxa SELIC, ainda assim levaríamos 20 meses para chegar a um patamar civilizado de juros ao final do atual governo. Um tempo precioso na corrida que disputamos com as grandes nações. E ninguém poderia ser acusado de ser imprevisível ou de não dar tempo às instituições financeiras para se adaptarem.

Essa é a vez dos BRICS. O Brasil pode crescer junto com eles, e com eles mudar o planeta no Século XXI.

Ou continuar vivendo no anacrônico mundo de faz-de-conta que nos foi impingido, do ponto de vista econômico, pela Europa e os Estados Unidos no Século XX, perdendo, mais uma vez, o bonde da história.

Fonte: MauroSantayana

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9fev/11Off

FAB apoia a EMBRAER em mostra da aeronave A-29 Super Tucano para a USAF

Foi realizada na Base Aérea de Kirtland, Novo México, no período de 25 a 28 de janeiro, a LASSD (Light Air Support System Demonstration) da aeronave A-29 Super-Tucano para a USAF.

Trata-se de uma concorrência aberta pelo governo norteamericano para a compra de aeronaves de caça leves para incorporação ao acervo da Força Aérea. A FAB apoiou a EMBRAER no evento com uma aeronave A-29 FAB 5951 do 3°/3° GAV, Esquadrão Flecha, e uma aeronave C-130 FAB 2475 do 1° GTT, além de mecânicos e equipe mista de pilotos dos três esquadrões de A-29 subordinados à III FAE.

A saída do Brasil foi no dia 21 de janeiro, da Base Aérea de Boa Vista, tendo sido percorridos mais de 6.800 milhas náuticas (ida e volta) em uma aeronave monomotor.

Para tal feito, por exemplo, houve a necessidade de pousos técnicos intermediários no deslocamento de ida em: Piarco (Trinidade e Tobago), Santo Domingo (República Dominicana) e Fort Lauderdale (Estados Unidos). No dia seguinte, as aeronaves seguiram voo para Nova Orleans (Luisiana), San Antonio (Texas) e, finalmente, Albuquerque (Novo México).

O empenho no planejamento e execução da missão, bem como o alto nível de profissionalismo e entrosamento dos esquadrões da FAB contribuíram sobremaneira para o notório sucesso da apresentação realizada, em conjunto com a EMBRAER, em território estrangeiro.

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9fev/11Off

Infantaria da Aeronautica embarca hoje para o Haiti

Uma tropa de Infantaria da Aeronáutica embarca nesta quarta-feira (9/2), às 14 horas (Horário de Brasília), rumo ao Haiti. Os 27 militares do pelotão vão integrar a  Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH).

Esta é a primeira vez que uma tropa de infantaria da Aeronáutica integra uma missão de paz no exterior. Dos 27 militares selecionados para a viagem ao Haiti, 23 pertencem ao Batalhão de Infantaria de Aeronáutica Especial de Recife (BINFAE-RF) e outros quatro são de unidades das Bases Aéreas de Natal, Fortaleza e Centro de Lançamento da Barreira do Inferno.

“É uma experiência importantíssima para o Batalhão de Infantaria de Recife, para a Infantaria da Aeronáutica, porque os conhecimentos adquiridos serão disseminados para outras unidades”, afirma o Major-Brigadeiro-do-Ar Hélio Paes de Barros Júnior, comandante do Segundo Comando Aéreo Regional (II COMAR), sediado em Recife (PE).

Voluntários

O pré-requisito para a seleção dos militares foi o voluntarismo. “Essa missão chegou para nós por volta de fevereiro de 2010 e o critério era ser voluntário. Tão logo soube, candidatei-me, pois já tinha um interesse muito grande em participar de uma missão dessa natureza”, ressalta o Sargento Robson Martins Reis.

O pelotão de Infantaria da Aeronáutica é bem eclético, mesclando juventude e experiência. Auxiliar a manter o equilíbrio dessa tropa será um dos papéis do Sargento Carlos José Ferreira Amigo. “Há desde jovens soldados de 20 anos até militares experientes com 43 anos de idade. A equalização dessas diferenças será fundamental para o bom desempenho do batalhão na missão”, ressalta o Sargento Amigo.

Entre os militares mais jovens, a oportunidade de fazer parte dessa missão histórica não se restringe apenas ao aprendizado profissional, mas constitui-se em uma forma de evolução pessoal. “Certamente vou crescer muito como pessoa. Às vezes não nos sensibilizamos com as pequenas coisas, reclamando de um tipo de comida ou da água que não está gelada. Sem dúvida, essa missão no Haiti vai ser uma grande experiência de vida”, observa o Soldado Claudemir Gomes Durval Júnior.

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9fev/11Off

Empresa da alemanha,TKMS, oferece ao Brasil proposta militar naval

A
empresa Blohm + Voss Naval GmbH, do grupo alemão ThyssenKrupp Marine
Systems AG (TKMS), apresentou à Marinha do Brasil (MB) uma ampla
proposta composta por três tipos de navios de superfície para o PROgrama
de Obtenção de Meios de SUPERfície (PROSUPER), integrante do Programa
de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB).

Este
programa prevê a aquisição de 05 navios de patrulha oceânica de 1.800
toneladas  (NpaOc) , 05 fragatas multimissão, ou navio escolta, de 6.000
toneladas e ainda um navio de apoio logístico (NapLog) . Todos serão
provavelmente construídos totalmente ou em parte no Brasil, segundo os
requisitos técnicos da MB.

A
TKMS é constituída por diversas empresas de construção naval,
nomeadamente a Blohm + Voss Naval GmbH, Blohm + Voss Naval Repair GmbH,
Blohm + Voss Industries, Kockums AB, da Suécia, TKMS Blohm + Voss
Nordseewerke, a grega Hellenic Shuipyards SA e ainda pelo famoso
estaleiro de desenvolvimento e construção de submarinos,
Howaldtswerke-Deutsche Werft GmbH (HDW).

O
grupo tinha anteriormente participado na licitação PROgrama de
desenvolvimento de SUBmarinos (PROSUB), de aquisição de submarinos de
propulsão convencional e nuclear, com o modelo U-214 perdendo para a francesa DCNS.

Da
proposta alemã entregue à MB, em outubro de 2010, constaram o navio de
patrulha NPa 1800, a fragata F-124 e o navio de apoio logístico da
Classe Berlin. O NPa 1800 possui características muito semelhantes ao modelo MEKO 100, da Classe Kedah, adquirido pela Malásia para equipar a sua Marinha Real (Tentera Laut DiRaja Malaysia), as F-171 KD Kedah, F-172 KD Pahang, F-173 KD Perak, F-174 KD Terengganu, F-175 KD Kelantan e F-176 KD Selangor. Os seis navios, de 1.650 toneladas, são operados pelo SKN 17 PV.

A fragata F-124 tem três unidades em serviço na Marinha Germânica (Deutsche Marine), onde é designada por Classe Sachsen e inclui as F-219 Sachsen, F-220 Hamburg e F-221 Hessen.

O
modelo oferecido ao Brasil possui diversos melhoramentos quando
comparado com o alemão e será adaptado às especificações da MB. A
fragata será capaz de receber o sistema de processamento tático SICONTA
(SIstema de CONtrole TÁtico) e o sistema de combate, desenvolvidos pela
Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON).

Também designado de Einsatzgruppenversorger (EGV),
o navio de apoio logístico do tipo 702 da Classe Berlin, de 20.240
toneladas, teve dois exemplares adquiridos do estaleiro Flensburger
Schiffbau GmbH & Co. KG, que o designa comercialmente de Task Force Supply Vessel (TFSV). Na Marinha Alemã, os navios são classificados como A-1411 FGS Berlin e A-1412 FGS Frankfurt am Main. Futuramente será incorporada uma terceira unidade, o A-1413 FGS Bonn.


Apesar
de ser um navio puramente de apoio logístico, encontra-se dotados com
quatro estações navais remotamente controladas Rheinmetall Waffe
Munition GmbH MLG-27. O convés de voo permite receber dois helicópteros
médios do tipo Sea King Mk 41. O EGV tem ainda a particularidade de
permitir a instalação de um módulo de apoio sanitário MERZ (Marineeinsatzrettungszentrum) que inclui 26 conteineres do tipo ISO, para diversas especialidades médicas.

Durante
a LAAD Defence & Security 2011, evento que terá lugar no Rio de
Janeiro de 12 a 15 de Abril, a empresa promoverá os navios propostos à
MB.

O
grupo industrial ThyssenKrupp AG possui diversos investimentos no
território brasileiro, incluindo a implementação de uma unidade fabril
destinada a produzir aço, localizada no Estado do Rio de Janeiro, um
investimento de 5.2 bilhões de euros.

Para
o PROSUPER, a empresa alemã aliou-se à Engevix Engenharia SA,
especializada em soluções de engenharia e infraestruturas. Para isso foi
assinado um memorando de entendimento estratégico. Em 2010, a Engevix
tornou-se a proprietária do Estaleiro Rio Grande (ERG) e, no mesmo ano,
recebeu uma encomenda da Petrobras para a construção de oito cascos FPSO
(Floating Production, Storage and Offloading) por um valor de US$ 3,5 bilhões.

Caso
a proposta da TKMS seja a escolhida, empresas locais terão papéis
importantes nos diferentes projetos e em diversas áreas que poderão
incluir o desenvolvimento de serviços de treinamento e formação,
integração de sistemas, fabricação de componentes, manutenção e
posterior atualização e modernização.

Sob
um contrato de transferência de tecnologia, foram construídas quatro
unidades na Malásia pela Boustead Naval Shipyard Sdn Bhd. A duas
primeiras unidades foram produzidas em conjunto por alemães e malaios.

Caso
a proposta da TKMS seja a escolhida, empresas locais terão papéis
importantes nos diferentes projetos e em diversas áreas que poderão
incluir o desenvolvimento de serviços de treinamento e formação,
integração de sistemas, fabricação de componentes, manutenção e
posterior atualização e modernização.

Uma
dessas será a Atech que, em relação a este e também em outros projetos
ligados à defesa e segurança, celebrou diversos memorandos de entendido
ou MoU (Memorandum of Understanding) com empresas do setor como a BAE Systems, TKMS, SAAB, Lockheed-Martin e Thales.


Dentre
o portfólio da altamente capacitada empresa brasileira, destacam-se o
SDS, um simulador didático do sistema de combate SICOMFRAG das fragatas Niterói,
desenvolvido em parceria com o Centro de Instrução Almirante Wandekolk
(CIAW), para a simulação de avarias nas interfaces do sistema de combate
com o sistema táctico SICONTA Mk.2. Junto com o Instituto de Pesquisas
da Marinha, a empresa desenvolveu o SDAC-SUB, um sistema que permite o
acompanhamento e classificação de contatos submersos. No PROSUB, e com
transferência de tecnologia da DCNS, a Atech será responsável pelas
futuras atualizações do sistema de combate SUBTICS (Submarine Tactical Integrated Combat System)
de 3º geração que será instalado nos cinco submarinos brasileiros. A
gestão completar e de engenharia do projeto MANSUP (Míssil Anti-Navio de
SUPerfície) também é de responsabilidade da empresa.

Outro
caso é o da Avibras Indústria Aerospacial SA, que procura diversificar a
sua atividade e alargar a sua gama de soluções. Participa do MANSUP,
que prevê o desenvolvimento de um míssil naval superfície-superficie com
características próximas do MM-40 Exocet, e conduz ainda a
remotorização dos mísseis superfície-superfície MM-40 Exocet Block 1 da
MB.

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9fev/11Off

Dilma promete anunciar ate julho novo aviao da FAB

A presidente Dilma Rousseff está disposta a anunciar a decisão do
governo na escolha F-X2 - para o reequipamento da aviação de caça - até
julho. O negócio envolve um lote de 36 aeronaves e é avaliado em US$ 6
bilhões.

O processo está sendo minuciosamente analisado no Palácio do
Planalto. A presidente faz suas próprias anotações e levanta dúvidas.
Dilma leu relatórios e ouviu especialistas. Ela sabe que o F/A-18 Super
Hornet, da americana Boeing, é considerado a melhor máquina de guerra
entre os oficiais da Aeronáutica. O preço final é intermediário, na
faixa estimada de US$ 5,2 bilhões - acima dos US$ 4 bilhões da proposta
da sueca Saab para seu Gripen NG e abaixo dos US$ 6,2 bilhões da oferta
da francesa Dassault para o moderno Rafale.

Dilma tem discutido vários tópicos específicos. Quer saber se o
pacote de transferência de tecnologia já garantido pela Boeing com o
aval do governo dos Estados Unidos - em carta da secretária de Estado,
Hillary Clinton, e em telefonema entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva e Barack Obama - não é suficiente para atender a expectativa da
indústria aeroespacial.

Dilma ficou interessada nos detalhes referentes ao sofisticado radar
digital multimodo. A presidente surpreendeu os técnicos ao querer saber
como um projeto original dos anos 70, caso do F/A-18 de primeira
geração, pode incorporar recursos stealth, para tornar a aeronave
furtiva ante a detecção por radares. De acordo com um assessor presente
na reunião, os militares ficaram surpresos com o elevado grau de
informação de Dilma.

Os americanos aumentaram o tom, assumindo o compromisso de pagar os
custos de 100 mil homens/hora da Embraer para habilitar a empresa no
programa de desenvolvimento do Super Hornet. Também renovaram o acordo
formal para pagar uma espécie de multa de 5% sobre o contrato cada vez
que a abertura de tecnologia não seja cumprida.

O F/A-18 é a versão mais avançada do primeiro modelo, lançado em 1978
e do qual foram fabricados perto de 1.500 unidades. O Super, em linha
desde 1997, soma pouco mais de 500 caças. Voa a 1.900 km/hora e cobre
2.346 km com 578 projeteis para um canhão de 20 mm, mais dois mísseis do
tipo ar-ar. Em condição plena de combate, a carga de ataque é de 8,05
toneladas.

Mais música

A revisão do parecer técnico e financeiro da F-X2 aumentou o volume
do que é música para os ouvidos da ala tecnológica da Força. A Saab quer
fabricar no Brasil, em parceria ampla com a indústria, o Gripen NG. O
caça está em desenvolvimento.

O País teria, assim, a oportunidade de criar um avião de combate com a
característica BR. Com ciclo de maturação calculado em 30 anos, o
empreendimento permitiria à Defesa, no futuro, passar a encomendar essa
classe de supersônicos apenas ao complexo aeroespacial nacional, como
explicou ao Estado um oficial engenheiro do setor.

Discreta, a francesa Dassault gastou o dia, ontem, em ação objetiva:
reuniu 140 empresários de São José dos Campos para detalhar o seu método
de transferência de tecnologia - até agora, único mecanismo qualificado
claramente como irrestrito e a critério da FAB.

A questão é saber se haverá mesmo transferência de tecnologia por parte dos americanos. Pois, se há até uma cláusula de 5% de multa (baixíssima) caso eles não transfiram tecnologia, é sinal de que não irão mesmo... Quem viver verá...

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8fev/11Off

Brasil e Reino Unido fecharao acordo de ate R$ 8 bi

Fragata Type 26O Brasil, cujo mercado de defesa é “um dos que mais crescem no mundo”, assinará um acordo com o Reino Unido na área de defesa, o que pode pavimentar o caminho para um negócio bilionário entre os dois países, informa o “Financial Times”.

Segundo a reportagem, a aproximação dos dois países, se concluída, pode resultar no fechamento de um negócio de 2,9 bilhões de libras (R$ 7,6 bilhões). Um dos objetivos é proteger as regiões onde se encontrar as promissoras jazidas de petróleo da camada pré-sal.

Esse valor corresponde à compra de embarcações fabricadas no Reino Unido. Estão em jogo seis navios-patrulha (de cerca de 60 a 80 milhões de libras cada) e de cinco a seis fragatas Type-26 (300 milhões a 400 milhões de libras a unidade).

No entanto, é possível que a empresa fabricante, a BAE Systems, produza as primeiras unidades no Reino Unido e depois ensine fabricantes brasileiros e passe a construir as embarcações no País, conta o “Financial Times”.

Esse tipo de acordo de transferência tecnológico já foi fechado pela BAE com a Grécia e a Tailândia.

Patrulha maritima

Os navios seriam usados para combater submarinos, apoiar operações em terra e proteger embarcações valiosas.

Países desenvolvidos estão de olho no mercado de defesa brasileiro porque o País tem a expectativa de aumentar os gastos no setor até atingir uma proporção de 2,2% do PIB (produto Interno Bruto) em 2030, saindo do atual 1,5%. Como a economia tende a crescer em torno de 5% ao ano, diz o jornal, a expansão do setor de defesa pode ser muito rápida.

Para se ter uma ideia, o PIB nominal do Brasil em 2009 foi de US$ 1,57 trilhão, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Se o mercado de defesa já abrangesse 2,2% desse valor, somaria US$ 34 bilhões no ano.

França

Além do Reino Unido, a França também está interessada em fechar negócio com a Defesa brasileira. O governo francês espera que o Brasil compre caças Rafale, da empresa local Dassault. Mas, segundo uma reportagem do jornal “Le Monde“, as eleições no País acabaram atrasando esse processo.

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