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Os EUA lançaram na quinta-feira, no
sul do Afeganistão, sua maior operação militar
contra o Taleban desde que o presidente Barack Obama assumiu o
poder. O alvo da chamada Operação Khanjar (Golpe da
Espada) foi a Província de Helmand, um dos bastiões
do extremismo islâmico e da produção de
ópio no Afeganistão. O objetivo é restaurar a
confiança dos afegãos no governo local e garantir a
segurança da região antes das eleições
presidenciais de 20 de agosto.
Os militares avançaram pelos
vilarejos na área controlada pelo Taleban encontrando pouca
resistência na fase inicial da ofensiva - com pequenas armas
de fogo - ainda que esta seja uma tática comum entre os
militantes. A parte difícil da operação
será conseguir o apoio dos habitantes da região. A
ofensiva na área de 88 quilômetros controlada pelo
Taleban no sul do país será uma prova para a nova
estratégia de Obama, para permitir que o governo
afegão estabeleça raízes em Helmand. As
milícias demonstraram força na região, e
grandes regiões estão sob controle do grupo, com
pouca ou nenhuma presença do governo.
A falta de resistência dos
militantes pode mudar nos próximos dias, segundo afirmou
nesta sexta o capitão Bill Pelletier, porta-voz da unidade.
Segundo ele, o objetivo da operação não
é acabar com o Taleban, mas sim ganhar a confiança da
população local" - tarefa difícil numa
região em que os estrangeiros são vistos sob
suspeita. "É importante engajar-se com
líderes-chaves, ouvir o que eles mais precisam e quais
são as suas prioridades".
No segundo dia da operação,
as unidades conseguiram o controle de centros locais como Nawa e
Garmser, e negociaram sua entrada em Khan Neshin, capital do
distrito de Rig, afirmou Pelletier. "Eles esperam por
líderes locais e das aldeias" fora de Khan Neshin e , "com
sua permissão, entrarão".
A presença militar americana no
Afeganistão já dura oito anos. No entanto, apesar dos
90 mil soldados estrangeiros no país, os índices de
violência não param de aumentar e nas últimas
semanas quebraram recordes. Com a proximidade das
eleições presidenciais, autoridades locais temem que
haja ataques contra colégios eleitorais ou
ações de intimidação para impedir a
população de votar. As campanhas dos candidatos
já tiveram início na semana passada.
Uma porta-voz da coalizão,
Elisabeth Mathias, explicou à agência Efe que
estão sendo registrados "intensos combates" nos arredores do
município de Khanishin, capital do distrito de Reg, e outras
zonas do vale do rio Helmand, onde desde quinta-feira acontece a
ofensiva. Segundo ela, vários soldados ficaram feridos.
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