|
Nesta semana, o Exército apresentou
ao Ministério da Defesa seus planos de equipamento e
reestruturação, que nortearão
ações promovidas em um período de 2010 a 2030.
Para a elaboração do documento, foram criados seis
grupos de trabalho (integração,
articulação, equipamento,
racionalização, apoio e doutrina), que iniciaram a
elaboração de suas planilhas no mês de
fevereiro, conforme adiantou o Defesa Brasil.
Entitulado de Estratégia
Braço Forte, o plano compreende vários projetos
realizados em pequeno, médio e longo prazo e define os
projetos contidos no período de curto prazo, até
2014, como “necessidade emergencial”, em que, com um
mínimo de acréscimo de efetivo, o Exército
Brasileiro dará prioridade absoluta a ações
que permitam a conclusão de projetos já iniciados,
completando o nível mínimo dos equipamentos militares
e infraestrutura atuais. Neste prazo, áreas críticas,
com grande grau de obsolescência serão atendidas, como
o armamento individual e o sistema de defesa anti-aérea.
Dentro deste contexto de emergencialidade,
o acréscimo médio ao orçamento anual
até 2014 é de pouco mais de 2 bilhões de
reais. A longo prazo, tal acréscimo pode chegar a 7
bilhões em investimentos. O custo total previsto para o
plano é de 149,1 bilhões de reais, relativos a
projetos executados até 2030. O Exército, contudo,
admite que tais recursos são “expressivos” e que
a concretização do plano em sua totalidade
será uma decisão do Estado Brasileiro.
A médio e longo prazos,
haverá acréscimos significativos de efeito,
principalmente na Amazônia, que receberá
atenção especial, como a criação de
novos batalhões na fronteira e uma nova Brigada de
Infantaria de Selva em Manaus. A Região Amazônica
deverá receber um acréscimo de 22 mil homens. No
total, o efetivo do Exército deverá crescer em cerca
de 59 mil militares.
O plano é dividido ainda em
programas, como o "Sentinela da Pátria", que cuidará
da reestruturação, redistribuição e
criação de novas unidades militares e brigadas, que
deverão seguir o princípio da alta mobilidade, com
tropas aerotransportáveis e de alto poder de fogo. Já
o programa Combatente Brasileiro (COBRA), norteará a
aquisição e, principalmente, o desenvolvimento de
novos equipamentos militares, no âmbito do sistema de
ciência e tecnologia do Exército Brasileiro, com
absoluta prioridade à indústria nacional, visando o
desenvolvimento de produtos de defesa de alto potencial de
exportação e valor agregado.
Descentralização
Dando sequência a um movimento que
vem sendo realizado há anos, o Exército pretende
transferir unidades situadas no Rio de Janeiro para outras
regiões do país, como a Amazônia. A Brigada de
Infantaria Paraquedista deverá ser transferida para a cidade
goiana de Anápolis, paralelamente ao movimento
análogo das unidades de transporte da Força
Aérea Brasileira. Tal fato sugere alta harmonia e
integração entre as duas Forças Armadas,
além de obedecer a um dos parâmetros da
Estratégia Nacional de Defesa, que determina ao
Exército possuir alto grau de mobilidade dentro do
território nacional, podendo se fazer presente em qualquer
ponto, no menor tempo e com o maior poder possível.
|::: RECOMENDE ESTE ARTIGO :::|
|