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Plano de equipamento e reestruturação do Exército PDF Imprimir E-mail
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Por admin   
05 de julho de 2009

Nesta semana, o Exército apresentou ao Ministério da Defesa seus planos de equipamento e reestruturação, que nortearão ações promovidas em um período de 2010 a 2030. Para a elaboração do documento, foram criados seis grupos de trabalho (integração, articulação, equipamento, racionalização, apoio e doutrina), que iniciaram a elaboração de suas planilhas no mês de fevereiro, conforme adiantou o Defesa Brasil.

Entitulado de Estratégia Braço Forte, o plano compreende vários projetos realizados em pequeno, médio e longo prazo e define os projetos contidos no período de curto prazo, até 2014, como “necessidade emergencial”, em que, com um mínimo de acréscimo de efetivo, o Exército Brasileiro dará prioridade absoluta a ações que permitam a conclusão de projetos já iniciados, completando o nível mínimo dos equipamentos militares e infraestrutura atuais. Neste prazo, áreas críticas, com grande grau de obsolescência serão atendidas, como o armamento individual e o sistema de defesa anti-aérea.

Dentro deste contexto de emergencialidade, o acréscimo médio ao orçamento anual até 2014 é de pouco mais de 2 bilhões de reais. A longo prazo, tal acréscimo pode chegar a 7 bilhões em investimentos. O custo total previsto para o plano é de 149,1 bilhões de reais, relativos a projetos executados até 2030. O Exército, contudo, admite que tais recursos são “expressivos” e que a concretização do plano em sua totalidade será uma decisão do Estado Brasileiro.

A médio e longo prazos, haverá acréscimos significativos de efeito, principalmente na Amazônia, que receberá atenção especial, como a criação de novos batalhões na fronteira e uma nova Brigada de Infantaria de Selva em Manaus. A Região Amazônica deverá receber um acréscimo de 22 mil homens. No total, o efetivo do Exército deverá crescer em cerca de 59 mil militares.

O plano é dividido ainda em programas, como o "Sentinela da Pátria", que cuidará da reestruturação, redistribuição e criação de novas unidades militares e brigadas, que deverão seguir o princípio da alta mobilidade, com tropas aerotransportáveis e de alto poder de fogo. Já o programa Combatente Brasileiro (COBRA), norteará a aquisição e, principalmente, o desenvolvimento de novos equipamentos militares, no âmbito do sistema de ciência e tecnologia do Exército Brasileiro, com absoluta prioridade à indústria nacional, visando o desenvolvimento de produtos de defesa de alto potencial de exportação e valor agregado.

Descentralização

Dando sequência a um movimento que vem sendo realizado há anos, o Exército pretende transferir unidades situadas no Rio de Janeiro para outras regiões do país, como a Amazônia. A Brigada de Infantaria Paraquedista deverá ser transferida para a cidade goiana de Anápolis, paralelamente ao movimento análogo das unidades de transporte da Força Aérea Brasileira. Tal fato sugere alta harmonia e integração entre as duas Forças Armadas, além de obedecer a um dos parâmetros da Estratégia Nacional de Defesa, que determina ao Exército possuir alto grau de mobilidade dentro do território nacional, podendo se fazer presente em qualquer ponto, no menor tempo e com o maior poder possível.

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