Motor exocet MM40 Nacional (block II?). O Brasil andando para trás, como sempre
Por meio da Gerência Especial para Mísseis da Marinha, foi realizado em 20 de setembro, a queima em bancada do motor nacional para a recertificação dos Mísseis Exocet MM40. O motor foi desenvolvido pela empresa AVIBRAS com transferência de tecnologia para o projeto, fornecida pelo próprio fabricante do míssil – a empresa francesa MBDA.
Tudo isso serioa motivo de comemoração dos ufanistas de plantão, não fosse um pequeno detalhe: trata-se da versão "block II", uma versão ultrapassada e sem uso real em teatro de guerra. E por qual razção podemos afirmar isso? Basta começar pelo alcance: o block II tem alcance de apenas 75km, enquanto o block III (modelo atual sendo comercializado) tem alcance de mais de 150km, o dobro. Ou seja, bastaria uma "lancha" armada com um exocet block III para mandar um navio de guerra brasileiro de grande porte para o fundo do oceano, antes que ele pudesse fazer qualquer coisa.
E não me venham falar que estamos bem em comparação com nossos vizinhos, pois até mesmo o Peru possui exocet mm40 block III em suas fragatas Classe Lupo.
Aliás, é preciso colocar o dedo na ferida. A única utilização "razoável" desses ultrapassados meios seria para uma estratégia de defesa costeira (imaginando-se que uma invasão por mar em massa seria uma das formas de se conquistar territórios brasileiros), visando impedir desembarques em massa do inimigo. Porém, partindo do pressuposto que isso somente ocorreria após a destruição de todos nossos radares, algo não muito difícil tendo-se em vista nossa RI-DÍ-CU-LA capacidade de defesa terra -ar (nem considero a aeronautica, com seus museus voadores e baixo número de vetores) , tal estratégia seria inócua.
Ou o Brasil parte logo para o desenvolvimento de meios REAIS de disuasão ou, quando a coisa acalmar no oriente médio e voltarmos a ser a "bola da vez", será tarde demais.
