O programa FX-2, que há anos move as expectativas da Força Aérea Brasileira (FAB) e da indústria de defesa nacional, volta a ser centro das atenções. A frase "será que agora vai?" reflete o ceticismo e a esperança que cercam a escolha do novo caça.
Desde o início dos anos 2000, o Brasil busca substituir seus esquadrões de F-5EM e Mirage 2000 por aeronaves mais modernas. O FX-2 nasceu com esse objetivo, mas as idas e vindas políticas e as limitações orçamentárias impediram uma decisão final. Vários modelos já estiveram na disputa: o Saab Gripen NG, o Boeing F/A-18 Super Hornet, o Dassault Rafale, o Sukhoi Su-35 e até o Eurofighter Typhoon. Cada um representa diferentes acordos de transferência de tecnologia e parcerias industriais.
O programa teve início formal no começo da década de 2000, com estudos de viabilidade e visitas técnicas. Em meados dos anos 2000, o governo brasileiro abriu concorrência internacional e recebeu propostas de diversos fabricantes. A entrada do Gripen e do Su-35 ampliou as opções, mas também tornou a escolha mais complexa. As sucessivas mudanças de comando no Ministério da Defesa e as crises orçamentárias contribuíram para os atrasos.
A indefinição gera desconforto nos círculos militares, que veem a capacidade de defesa aérea perder fôlego. A FAB realiza modernizações paliativas em suas aeronaves atuais para manter a operacionalidade, mas a frota envelhece. A necessidade de novas aeronaves é urgente, especialmente para a proteção da Amazônia e das fronteiras.
Por outro lado, a complexidade da negociação é compreensível, já que o contrato envolve não apenas a compra de caças, mas também o desenvolvimento de uma cadeia produtiva local, capacitação técnica e geração de empregos qualificados. O governo brasileiro sempre deixou claro que a transferência de tecnologia é condição indispensável.
Será que agora vai? As especulações se intensificam a cada anúncio do Ministério da Defesa. O que se sabe é que a FAB necessita urgentemente de uma definição. O futuro da defesa aérea brasileira depende dessa escolha. Neste artigo, analisamos os principais pontos do programa e as perspectivas para uma decisão iminente.