
De maneira sorrateira e aparentemente desinteressada, alguns jornais têm se prestado ao papel de conduzir as massas à idéia de que têm havido "gastos excessivos" na Defesa do Brasil.
É o que fez o estadao.com.br, recentemente, ao divulgar uma falácia do "Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo".
(http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,gastos-com-armas-crescem-50-na-america-do-sul-em-2008,384038,0.htm)
Segundo o jornal, "a corrida do Brasil por se tornar uma potência regional, aliado aos gastos do governo colombiano com armamentos, fez com que o dinheiro gasto com armas na América do Sul tenha sofrido um aumento de 50% em apenas dez anos...".
Por qual motivo será que eles não colocaram os gastos da Venezuela na pesquisa? Pois em termos de expansão bélica, a Venzuela está estupidamente acima do Brasil.
E é mesmo interessante notar que a "culpa" pela "corrida" armamentista foi jogada bem nas costas do Brasil (que está se recuperando do sucateamento de seu material de defesa graças à incompetência de FHC nessa área) e na Colômbia. Curiosamente, os 2 não são "alinhados" aos interesses de "Dom Chaves"...
Só os tolos podem considerar tal fato como um motivo para diminuirmos a defesa do Brasil. Além, dos EUA, é claro, que há tempos estão de olho em nossa Amazônia. Ou ainda da Venezuela, que têm gasto o que não tem para se tornar "a" potência do hemisfério Sul.
O que ninguém comenta, é que o Brasil está "normalizando" os investimentos em defesa, uma vez que os incompetentes do PSDB ajudaram a destruir a defesa nacional, arriando nossas calças para qualquer ataque ou interesse estrangeiro.
Ora, por qual razão a pesquisa não demonstrou os níveis de investimento em defesa nos últimos 30 anos, em relação ao PIB? (que foi drasticamente diminuido a níveis de uma quase inutilização da defesa e quase total desmantelamento de nossa indústria bélica).
Porque não compara nossos gastos (em percentagem do PIB) com o de todas as demais potências emergentes?
Porque então ficaria claro que temos investido muito pouco nesse segmento.
Como se vê, não se busca falar a verdade, mas usar de "meias verdades" com "pesquisas parciais" para influenciar a opinião pública.
E é uma vergonha que o Estadao se dê a esse papel de mero reprodutor de retórica, sem qualquer análise dos interesses por trás das "estatísticas". Ou seria uma campanha proposital? Aguardemos para ver...











