A Venezuela comprará aviões de treinamento e combate chineses e oferecerá seu território à Rússia para que seus navios e o aviões militares possam fazer escalas, indicou hoje o presidente venezoelano, Hugo Chávez, sendo que foi dada grande ênfase à compra de mísseis de defesa aérea de longo alcance.
Os planos foram declarados por Cháves, durante seu programa dominical “Aló Presidente”, transmitido a partir de Sabaneta de Barinas, a 530 kilometros a oeste de Caracas.
Chávez anunciou que em dua semanas estará na China para negiciações, mas não adiantou nenhum detalhe de tal visita.
Com referência ao sistema de defesa aérea estratégico, afirmou: “Não queremos dispará-los contra ninguém, mas que ninguém se meta conosco”, advertiu o presidente venezoelano.
A recente compra do Presidente Chávez trás à baila uma velha deficiência brasileira, a defesa anti-aérea (SAM) - ou a inexistência dela. Não nos referimos à aeronáutica aqui, mas a capacidade das forças navais e terrestres de proverem auto-defesa aérea de qualidade.
O caso toma contornos drásticos quando realizamos uma análise não apenas qualitativa, quanto em termos de quantidade, pois, ainda que um dia venhamos a ter os tais 120 aviões de superioridade aérea (atualmente temos apenas discursos), tal quantidade seria insuficiente para defender todo um continente, como é o caso do Brasil, e, muito menos, no caso de meros 36 caças.
O caso tomaria contornos ainda mais drásticos se o inimigo em questão tiver forte poder aéreo. Em tais casos, na hipótese de uma destruição significativa de nossa força aérea ou da impossibilidade de, em tempo, prover a defesa de um determinado ponto, a inexistência de sistemas de defesa aérea (de curta, média e longa distância) daria a certeza de impunidade às forças atacantes (e o desespero às nossas defesas - algo similar ao massacre que os americanos fizeram na segunda guerra do Iraque).
A ATUAL VERGONHA NACIONAL
Analisemos nossos sistemas SAM (surface - air - missile), o mesmo se compõe de:
Sistema de defesa áerea portátil, em quantidade ridícula:
a) Igla (sa-18) Russia SAM missile SA-18 (quantidade: 56 para defender um continente)
Míssil Igla
Peso míssil: 11 Kg
Altura do objetivo: 10 - 3500m

(soldado brasileiro utilizando um Igla)
Canhões anti-aéreos em quantidade irrisória:
a) Can Gem 35 Au AAe OERLIKON
Com update de Radar FC (quantidade: 38 para defender um continente)
b) EDT-FILA
- Apontador Ótico Auxiliar (AOA)
- Alcance: 300 m a 20.240 m
- Fabricação brasileira

(o sistema Fila, pronto para ação)
c) Canhões anti-aéreos Bofors, obsoletíssimos (projetos de 1930...), ainda em uso:
Can 40 mm M985 AAe Au Bofors
Can 40 mm M947 AAe Au Bofors

Alguns Bofors poloneses, na batalha de Bzura, em 1939...
QUESTÕES E POSSÍVEIS SAÍDAS
Em defesa nacional, não há como "esperar o desenvolvimento de soluções", uma vez que tal atitude cria "janelas de oportunidade" para o ataque de forças estrangeiras. Muito embora, em termos de defesa aérea no Brasil, estejamos mesmo sem janelas, portas e telhados... Podemos ser atacados de todos os lados do espaço aéreo atualmente, se tal ataque ocorrer por parte de uma potência desenvolvida.
Logo, a compra (claro, com transferência de tecnologia) de sistemas de defesa aérea, tanto estratégica (longo alcance) quanto de curto alcance, é vital como único meio de fazermos um contraponto à estratégia de superioridade aérea americana ("destruímos tudo de longe, depois passeamos em seu país"), seguido como cartilha por várias potências.

O míssil ar-terra AGM-158 JASSM tem alcance de 370 km
Foi nesse sentido que têm se dado as últimas compras (inteligentíssimas, diga-se de passagem) de Hugo Chávez. Ou seja, ao negar o principal meio de ataque inimigo, resta ao agressor como única saída a invasão terrestre, situação em que as forças se "igualam" (ou acaba por gerar um altíssimo custo, insutentável a longo prazo), na medida em que há um melhor conhecimento da área pelos defensores.
E, mesmo em termos de guerra assimétrica de resistência, como têm sido debatido à exaustão no quartéis (e que a CIA tem acompanhado atentamente, já que há links de teses de militares brasileiros nos sites da CIA...), a utilização de SAM's portáteis MODERNOS e em QUANTIDADE SIGNIFICATIVA serviria como meio para levar tal possibilidade à mesa, enquanto estratégia exequível.
Nesse sentido, com um pequeno investimento a curto prazo em sistemas SAM - algo em torno de 1,5 bilhões de dólares - (e consequente transferência tecnológica), o nível de defesa aérea nacional cresceria gigantescamente pois, atualmente, nada temos, além dos discursos do "companheiro" Lula...
Uma sugestão de compras:
a) 20 Tor 9K330:
- custo unitário: USD 25.000.000
- alcance: 12 km

(sistema Tor)
b) 20 S-400
- custo unitário: ??
- alcance: 400 km

(sistema S-400, já em uso no Irã e China)
c) 2.000 Igla -1S (última versão)
- custo unitário: USD 80.000
- alcance: 7km
Observação: Na guerra do Kosovo, o "famoso" Helicóptero Apache americano foi um fiasco, na medida em que o exército Sérvio possuia alguma quantidade de Iglas-1S.
Por Iran P. Moreira Necho
texto retirado de: Movimento Nacionalista Democrático Brasilianista (www.brasilianismo.com)















que pensam,que �, porque tem muito dinheiro,a verdade � que o dinheiro da a
algumas pessoas a sensa��o de blindagem e poder. e aqui no Brasil tem muitos que
pensam assim principalmente os pol�ticos.E � exatamente esses
"poderosos"que vem travando as boas id�as,s� que cando a lagoa come�a a
secar quem morre primeiro s�o os peixes grande,os pequenos sobreviven nas
pequenas po�as.serr� que os pol�ticos s�o patri�tas?