
Pequim, 22 set - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, faz de terça-feira a quinta viagem oficial à China para negociar acordos petrolíferos e militares, numa viagem que antecede uma nova visita a Portugal.
A informação foi dada pelo próprio presidente venezuelano no seu programa televisivo "Olá, Presidente", que costuma servir de plataforma para o anúncio de seus planos e projetos. O presidente venezuelano avaliará a compra de aviões de combate e treino militar, fechará acordos petrolíferos e o aumento estratégico bilateral.
Em Pequim, Chávez irá se reunir com o presidente chinês, Hu Jintao, e assinará acordos com o objetivo de aprofundar os laços bilaterais com um país considerado como seu aliado estratégico.
Chávez chega na terça-feira a capital chinesa, onde deve participar de uma série de encontros com empresas petrolíferas, de telecomunicações e eletrodomésticos, e reuniões com representantes da Defesa, Ciência e Tecnologia, com o objetivo de colocar em órbita um satélite conjunto.
O setor petrolífero é uma das áreas em que os laços bilaterais mais podem ser estreitados, e Chávez já demonstrou mais de uma vez o desejo de dirigir àquele país asiático parte das exportações que agora envia à União Européia (UE), da qual depende boa parte da economia venezuelana.
No domingo, o presidente venezuelano anunciou que assinaria com a China um contrato de compra de 24 aviões K-8, que a Força Aérea de seu país deve receber no início de 2009.
Atualmente, o petróleo da Venezuela apenas representa 4% das importações chinesas de óleo, ainda que ambos os países tenham previsto que tal comércio cresça na próxima década, passando dos 500 mil barris diários para 1 milhão de barris.
Além de Cuba e China, a viagem de Chávez englobará também a Rússia, França e Portugal.
Esta viagem chega em plena crise diplomática com os Estados Unidos, país que Caracas acusa de estar por trás de planos de golpes de estado, ainda que Pequim deva preferir se manter à margem desta tensão de forma a não afetar suas relações com os norte-americanos.
Em Portugal, o primeiro-ministro José Sócrates e o presidente venezuelano deverão presidir, no dia 27, a assinatura de acordos para a venda de um milhão de computadores Magalhães e para a construção de 50 mil conjuntos habitacionais na Venezuela.
-------- Sobre o K-8
O Hongdu JL-8 (ou Nanchang JL-8 e K-8 Karokorum) é um avião leve de dois assentos para ataque básico e treinamento construído na mediante a cooperação entre Paquistão (complexo aeronáutico de Paquistão) e a República Popular da China (China Nanchang). As versões para exportação são designadas K-8 Karakorum, em referência à montanha que separa China e Paquistão.
O avião foi construído com a cooperação comum entre os governos de Paquistão e China. Inicialmente, o avião era caracterizado por muitas peças americanas, mas devido aos desenvolvimentos políticos no fim dos anos 80, esse plano foi desfeito. O primeiro protótipo foi construído em 1989, com o primeiro vôo no fim de 1990.
A força aérea de Paquistão (PAF) recebeu primeiramente quatorze jatos em 1994 depois do qual decidiu requisitar mais 75 para substituir sua frota de instrutores baseados em Cessna. A força aérea do exército Chinês (PLAAF) recebeu seus primeiros seis jatos em 1998. Os últimos modelos chineses receberam motores feitos localmente. Os planos da aeronáutica chinesa são de substituir os obsoletos treinadores gradualmente por K8's, conforme estes estiverem disponíveis.
Outras nações mostraram o interesse no instrutor, e agora o K8 igualmente serve nas forças aéreas de Egipto, de Sri Lanka e de Zimbabwe. O K8 serve primariamente como um instrutor, mas pode igualmente ser usado no papel do ataque ao solo.
Características gerais
* Tripulação: Dois pilotos em tandem
* Comprimento: 11.6 m
* Envergadura: 9.63 m
* Altura: 4.21 m
* Peso vazio: 2.687 quilogramas
* Peso de decolagem máximo: 4.330 quilogramas
* Motor: 1× Garrett TFE731-2A-2A turbofan, kN 16.01 (3.600 libras)
Desempenho
* Velocidade máxima: 800 km/h (497 mph)
* Autonomia: 2.250 quilômetros (1.214 nanômetro)
Armamento
* 1 canhão opcional de 23 milímetros
* 4 hardpoints; 943 quilogramas de carga; PL-7 AAMs; bombas; foguetes
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Enquanto isso, em terras tupiniquins, como se é de esperar, a aeronáutica vive "à base de discursos". Seria interessante se o "papo bonito" do Sr. Ministro Jobim, do Sr. Lula e Sr. Mangabeira pudessem se converter em realidade um dia.
Mas, cremos, isto terá de ficar para governos com mais visão e capacidade, haja visto que, se o Brasil têm sido governado mais pela sorte que pela competência nos ultimos anos (comodities em alta, petróleo descoberto, conjuntura internacional favorável, etc), infelizmente, a defesa nacional (que não rende votos ou "caixa 2") está longe de acompanhar o desenvolvimento do país...












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