30 de junho de 2007

Resumo de todas as seções em formato blog

Israel lança satélite espião para monitorar o Irã

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TEL AVIV - As Forças de Defesa de Israel colocaram em órbita na manhã desta segunda-feira, 11, um satélite espião que deixará o país informado sobre o desenvolvimento nuclear iraniano, informou uma rádio israelense.

O lançamento foi realizado às 2h40 (20h40 horário de Brasília) da base militar de Palmajim. De acordo com o ministro de Defesa, a operação foi bem sucedida.

O novo satélite, baseado em tecnologia israelense e no qual foram investidos US$ 80 milhões, coletará informações sobre atividades militares do Irã e da milícia Hezbollah, no Líbano, além de supervisionar as dos palestinos.

De acordo com a rádio, o satélite Ofek 7 vai substituir o Ofek 5, que está em órbita há mais de cinco anos.

O uso do Ofek 5 teve que ser prolongado quando a sua substituição pelo Ofek 6 falhou há dois anos.

Israel acredita que o Irã esteja desenvolvendo armas nucleares e classifica o país como uma séria ameaça a sua existência.

Rússia testa os sistemas de mísseis "Iskander"

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Iskander As tropas de mísseis estratégicos russas têm a intenção de realizar nesta terça-feira (29) a prova de lançamento de mísseis tático-operativos para tropas terrestres “Iskander”, com objetivo de examinar a disposição de combate desse armamento, declarou hoje o primeiro vice–primeiro- ministro russo Serguei Ivanov. As testes serão realizadas num polígono na região de Znamensk ( perto da cidade de Astrakhan, no Sul da Rússia), informa Interfax. Está prevista a presença de Ivanov e do ministro da Defesa Anatoli Serdiukov.

“ Amanhã eu e o ministro Serdiukov partimos a Znamensk, onde será realizada uma reunião da Comissão indústrial- militar, dedicada à criação de um novo tipo de mísseis para tropas terrestres”. Segundo Ivanov se trata também dos complexos de mísseis “Iskander” que são destinados para a preparação oculta e o desfecho de golpes eficazes contra alvos de pequeno porte particularmente importantes.

Ele distingue-se dos modelos análogos estrangeiros pelo elevado grau de automação dos preparativos pré-lançamento, pelo pequeno espaço de tempo para pô-lo em prontidão de combate e pela mais elevada precisão de lançamento.

Durante os testes os mísseis “Iskander” não se desviaram por um centímetro siquer da rota prevista e atingiram o alvo com precisão. Segundo conclusões de especialistas, os mísseis “Iskander” superam em cinco a oito vezes os melhores modelos estrangeiros deste tipo de armas, segundo o critério “eficiência-custo”.

E mais um pormenor importante. Na projeção do complexo “Iskander” foram observadas todas as exigências dos tratados sobre mísseis de alcance médio e menor e sobre a não proliferação de tecnologias de mísseis, que restringem o direito da Rússia na exportação de mísseis com distância de alcance superior a 300 quilômetros e com mais de 500 quilos de peso útil. Interfax informa que os primeiros complexos já se fornecem à região militar do Cáucaso do Norte.

Embraer quer entrar na Tap Engenharia

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A brasileira Embraer concorre com os gigantes Airbus e Boeing na aviação comercial, ocupando a terceira posição no ‘ranking’ mundial. Em Portugal, o fabricante de aviões controla a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal. Em entrevista ao Diário Económico, na sede da Embraer, em S. José dos Campos, ao largo de S. Paulo, o vice-presidente Horácio Forjaz fez o ponto de situação dos projectos de investimento e das negociações com o Governo português.

A aviação é um sector de ciclos. Qual a estratégia da Embraer para compensar os riscos?
A Embraer está vivendo um período muito importante da sua história, de plena expansão. Temos uma posição assegurada no mercado de aviação comercial. A nova família de aviões Embraer ‘170’ e ‘190’ está plenamente estabelecida, apesar de a primeira unidade ter sido entregue há pouco tempo atrás. Já tem uma carteira importante de clientes estratégicos.

O que são clientes estratégicos?
São clientes de renome, como a Lufthansa que, recentemente, anunciou uma grande ordem Embraer ‘190’, o que é de uma enorme repercussão. Mas não é o único. Temos aviões voando nas cores da Air France, da Virgin Blue. Na América, os aviões voam na United, na US Airways, na Delta, na Jet Blue, na Air Canada... Temos essa família operando nos cinco continentes.

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Rússia na feira LAAD 2007 vende novas armas para América Latina

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Submarino Rubin O diretor da empresa estatal russa de exportação de armas que se encontra no Brasil no âmbito da feira de defesa Latin America Aero & Defence (LAAD 2007) declarou que espera que o Brasil retome seus planos para adquirir novos aviões militares e escolha o Su-35, fabricado pela empresa Sukhoi.

Sergei Svechnikov, diretor de planejamento e análise da Rosoboronexport, disse na quarta-feira (18) que a empresa deposita esperanças nos programas de renovação dos militares brasileiros e de outros países para vender novas armas na América Latina, onde os fabricantes russos estão presentes desde a época da Guerra Fria.

"O re-equipamento é um assunto quente em alguns países aqui, não só no Brasil, mas também no Chile", disse Svechnikov à Reuters, em entrevista concedida sob um enorme cartaz com os dizeres: "Rosoboronexport -- do gelo da Sibéria ao calor do Brasil", no imponente pavilhão russo na feira realizada no Rio.

O ministro da Defesa, Waldir Pires, diz que a inflação baixa e o crescimento econômico constante criaram condições para uma modernização das Forças Armadas brasileiras.

Isso poderia reacender o interesse do país por novos caças, abandonado em 2004, quando foi cancelada uma licitação para a compra de 12 novos aviões."Temos informação de que o Su-35 derrotou a concorrência na licitação (de 2004), de que nós efetivamente vencemos. Esperamos que o enorme trabalho na licitação que foi realizado ao longo de muitos anos chegue à sua conclusão lógica", disse Svechnikov.

A Rosoboronexport também trouxe à feira a fabricante de submarinos Rubin para mostrar seus modelos convencionais (movidos a diesel e eletricidade) no Brasil, que também cogita a compra de um novo submarino.

O comandante da Marinha, almirante Júlio de Moura, disse que, embora haja preferência pelo modelo alemão IKL-214, a compra do novo submarino, estimada em 1,4 bilhão de dólares, ainda está em aberto.

"Gostaríamos de participar da licitação. A relação custo-qualidade dos submarinos da Rubin é muito boa", disse Svechnikov.

A Rosoboronexport pretende seduzir os paises latino-americanos com a possibilidade de montar equipamentos militares russos nos próprios países compradores, e também com propostas de transferência de tecnologia.

"Para as lideranças desses países isso é bem interessante, pois significa fortalecer suas próprias economias, novos postos de trabalho, novas tecnologias", disse o dirigente russo.
A empresa não quis comentar o ativo programa de militarização promovido pelo governo esquerdista da Venezuela, que inclui a recente compra de caças Sukhoi, de helicópteros russos de transporte e de 100 mil fuzis Kalashnikov.

"A Venezuela é um dos nossos parceiros ativos na América Latina, isso é tudo. Gostaríamos de ver países como Brasil, Argentina e Chile entre tais parceiros", afirmou Svechnikov.
O México também está nesse grupo, pois tem cerca de 60 helicópteros russos Mig e há três anos adquiriu sistemas portáteis de mísseis terra-ar Igla. A Colômbia tem cerca de 20 helicópteros russos, e o Peru usa antigos equipamentos soviéticos.


Segundo o executivo, os helicópteros russos estão tendo bom desempenho na Colômbia, graças à fácil manutenção e à boa proteção que oferecem aos tripulantes durante missões de combate a drogas e guerrilhas.

A Rosoboronexport está oferecendo helicópteros de transporte militar Mi-17 ao Chile e helicópteros de transporte e combate Mi-17 e Mi-35 ao Brasil.

Pentágono preocupado com crescente poder militar da China

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O Pentágono está preocupado com o poder militar crescente da China, principalmente com seus mísseis balísticos de longo alcance, e com a "falta de transparência" de Pequim sobre suas despesas militares. A estratégia militar dos chineses "sai das dimensões terrestres, aéreas e marítimas para entrar no campo de batalha moderno e no ciberespaço", segundo um relatório anual sobre "o poder militar da China" entregue nesta sexta-feira ao Congresso americano.

O Pentágono está particularmente preocupado com o desenvolvimento pela China de novos mísseis balísticos intercontinentais DF-31ª, capazes de atingir os Estados Unidos, e com métodos "para bloquear os sistemas de defesa antimísseis". Washington está justamente desenvolvendo um escudo antímísseis. O relatório também mencionou a construção pelos chineses de cinco novos submarinos Jin, equipados para transportar mísseis de longo alcance de nova geração.

Os militares americanos também citaram o teste de uma arma anti-satélite em janeiro, que "mostra a capacidade da China de atacar satélites que giram em órbita baixa em volta da Terra". Em fevereiro, no Congresso americano, o secretário da Defesa Robert Gates havia expressado sua preocupação. "Mais temível ainda que o sucesso técnico deste teste é a interpretação em termos de ambições estratégicas, como os chineses pretendem utilizar este tipo de método em caso de conflito e as conseqüências para nós", havia dito.

De um modo geral, o Pentágono constatou em seu relatório que "o ritmo de desenvolvimento a magnitude da transformação do exército da China aumentou nos últimos anos". De acordo com o ministério americano da Defesa, "a expansão das capacidades militares das forças armadas chinesas é um fator crucial na modificação dos equilíbrios no leste da Ásia, e o aumento das capacidades estratégicas da China tem repercussões muito além da região Ásia-Pacífico".

Como no ano passado, o relatório conclui que se Taiwan parece ser o objetivo a curto prazo das despesas militares da China, estas representam uma ameaça potencial para os Estados Unidos a longo prazo. "A análise das aquisições militares da China e de sua doutrina estratégica sugere que Pequim desenvolve também capacidades para outros eventos regionais, como um conflito envolvendo recursos ou um território", diz o texto.

Aprovando "a afirmação de uma China pacífica e próspera", o Pentágono considerou que uma grande incerteza" paira sobre "o poder militar chinês, e sobre a forma como este poder poderia ser utilizado".

O Pentágono denunciou a "falta de transparência" de Pequim. "O mundo exterior tem um conhecimento limitado das motivações, do processo de decisão e das capacidades referentes à modernização militar chinesa", afirmou o ministério americano da Defesa. Na quinta-feira, Robert Gates pediu aos chineses "mais transparência" sobre suas intenções. O Pentágono vem acusando a China há muito tempo de esconder a real amplitude de seus gastos militares.

FAB inicia reforma de caças e quer mais 26

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Roberto Godoy

A aviação militar brasileira tem um plano e um programa. O plano envolve a compra de um lote inicial estimado em até 26 caças supersônicos de 5ª geração, tão modernos que, nos países fabricantes, só agora começam a ser recebidos pelas forças aéreas ou ainda estão em fase final de desenvolvimento. Um contrato superior a US$ 1,3 bilhão, que vai exigir ao menos dois anos de definições e negociações.

Se o pedido fosse fechado hoje, o modelo francês Rafale seria o escolhido. Eletronicamente avançado, compatível com os métodos de trabalho da Força Aérea Brasileira (FAB), robusto e coberto por ofertas oficiais de transferência de conhecimento sensível, associadas a um bom esquema de compensações comerciais, o jato não sai por menos de US$ 45 milhões. No Alto Comando há brigadeiros que consideram o F-35 Lightning, americano, uma solução melhor. A aeronave está fazendo seus primeiros vôos regulares. Só estará disponível para exportação após 2010. Não poderia ser mais avançado, pouco visível ao sistema de detecção. Leva armas em um compartimento interno.

Por fora, correm o F-18 Super Hornet, o sueco Gripen e o russo Sukhoi-35. O problema com os produtos dos Estados Unidos, garantem oficiais da FAB, é o veto da Casa Branca à cessão de informação tecnológica.

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